sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Poema de Edmundo de Bettencourt (1999-1973)



Nebulosa


Certo passado o audaz sempre revive,
Apenas, sobe um céu menos escuro;
Quem vive para o futuro,
Já o vive!

Futuro!
Quando te posso ver, por ti, em plena aurora,
Condena-te a presença:
És este agora
Que eu possuo,
Como a abelha suga a rosa...
E sem que o resto me importe.

Mas, antes ou depois de ver-te ou pensar-te
É ver uma nebulosa,
-É como pensar na morte.

in O Momento e a Legenda

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