segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Poema de Saúl Dias (1902-1983)

Desenho de Júlio


Uma rosa

Pequenina rosa
Desfolhada há pouco!
Do Poeta-Louco
Desejada esposa!

Delicada Esposa
do Poeta-Eleito
que a trouxe ao peito
na manhã radiosa!

Numa tarde fria,
numa tarde preta,
caiu na valeta...

Qual a mão que a rosa
desfolhou, maldosa...?
Foi o seu Poeta...?

in Germen, Obra Poética

5 comentários:

  1. Que beleza traz aqui com o desenho de Júlio (Pomar? ou Resensde?)e a poesia de Saúl Dias.
    Abraço!

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  2. Não é nem do J. Resende, nem do J. Pomar, é do Saul Dias, Júlio, irmão do Régio, que assinava os desenhos e pinturas com "Júlio" e a poesia com Saúl Dias.

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  3. Manuel Poppe,
    Muito obrigada, desconhecia este facto. Tenho que pesquisar mais sobre a faceta de pintor e desenhador.
    Graças, hoje aprendi mais uma coisa que não sabia. O meu dia tornou-se mais rico.

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  4. Fiz uma longa entrevista ao Júlio/ Saúl Dias, para o meu programa "O Livro à Procura do Leitor", na RTP, nos anos 70. Sobre ele e a sua personalidade singular e a sua humanidade. Espero, daqui a duas semanas, trocar impressões sobre isso, consigo. Um grande beijo.

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  5. Tenho comigo um catálogo de uma das suas exposições em que se manifesta contra certa insensibilidade para com o património...

    Era um homem integral. E íntegro. Profundamente íntegro.

    Faz falta aos jovens pois era um exemplo a seguir.

    Parabéns por nos ter trazido este poema.

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