domingo, 30 de agosto de 2009

Sabe muito bem transcrever esta notícia que ilustra a luta entre o futuro e o passado...

...viver é deitar fora os trastes velhos e andar em frente...




Sócrates garante que a lei das uniões de facto será aprovada
por Alexandra Marques

"José Sócrates elegeu as "leis progressistas" aprovadas pelo PS desde 2005 como exemplo da visão de "modernidade e de futuro" contra "a visão passadista"da líder do PSD. E prometeu aprovar a lei das uniões de facto.
O secretário-geral do PS passou em revista, no encerramento da Festa de Verão da JS, em Torres Vedras, todos os diplomas de costumes, mais controversos, alguns dos quais vetados pelo presidente da República, Cavaco Silva. A Lei de Procriação Medicamente Assistida, "para nunca mais estarmos nas mãos dos preconceitos ideológicos e retrógados" e os casais não terem de sofrer com a infertilidade, referiu. Mas também a Lei da Paridade e "uma nova lei do divórcio", à qual se opôs Cavaco Silva. Foi apresentada, justificou, "para terminarmos com o espectáculo degradante, de dor e sofrimento, e da exibição dessa dor e sofrimento de tantos casais nos tribunais", sublinhando por que "o divórcio litigioso não tinha e não tem razão de ser".
E deixou um recado a Cavaco Silva, que esta semana devolveu ao Parlamento a lei das uniões de facto, não a promulgando, por não ser oportuna a tão pouco tempo das eleições. "Não foi possível aprová-la nesta legislatura, mas aprová-la-emos na próxima", garantiu.
Minutos antes, uma imensa vaia tinha ecoado no recinto quando o presidente da JS, Duarte Cordeiro, referiu a congratulação da líder do PSD com o veto de Cavaco à lei das uniões de facto, dizendo ainda que "quem votar no BE ou no PCP está a votar em Manuela Ferreira Leite".


Andar para a frente


Numa alocução - mais breve do que é habitual -, Sócrates demonstrou uma atitude destemida, assumindo um ataque aberto às convicções da presidente social-democrata: "Aqui ninguém acredita que o casamento deve servir apenas para a procriação ou que uma lei do divórcio deve dificultá-lo. Aqui acredita-se na tolerância e na abertura". "Aqui ninguém diria que as obras públicas são para dar emprego a cabo-verdianos", rematou.
Se havia dúvidas do propósito que move o secretário-geral socialista, ele próprio o anunciou: "Estamos aqui para lutar contra uma visão passadista". "Neste arranque da caminhada, o que nos une é a confiança em nós próprios, no país e nos portugueses. É a atitude de quem quer andar para frente", resumiu.
in Jornal de Notícias, 30/08/09


Nota- Sabe de facto bem verificar que há uma alternativa aos espíritos tacanhos e mumificados que tentam, por todas as formas, opor-se à evidência e ao arejamento de um país que ainda sofre as consequências de quase 50 anos de salazarismo, a ditadura mais "estreitinha" e mais ferozmente inimiga da Cultura que por cá aconteceu...




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