
Aos pertinentes comentários de Austeriana e de Dalailama, respondo:
Austeriana: a máquina neoliberalista, agora empenada mas a fazer tudo para se recompor, consolidando e estabilizando a miséria e o desemprego e segurando os próprios privilégios sociais, a sociedade neoliberalista come-nos, chupa-nos até ao osso e come e chupa o nosso tempo.
Conscientemente e por duas razões: porque precisa de novos escravos que lhe garantam produções e rendimentos; porque lhe é indiferente que esses novos escravos sejam cultos (prefere, até que o não sejam) –e o que não lhe é indiferente é que esses novos escravos lhe dêem o máximo de horas de trabalho e sacrifício incondicional. Ainda mais: é-lhe essencial que esses novos escravos aceitem e comprem ‘bens’ que os distraiam deles próprios. E, para isso, chupa-lhes o cérebro por uma palhinha, impõe-lhes condutas, sustem o seu (deles, novos escravos) eventual desenvolvimento cultural.
Uma sociedade descerebaralizada é a sociedade ideal para aqueles que querem dominá-la e explorá-la. Exemplos: os grandes (e os pequenos...) regimes totalitaristas: de Mussolini e Hitler a Estaline..., passando por Salazar e Franco. É a velha história da polícia política e da censura... Hoje, a censura faz-se pela calada: controlando a comunicação social, na raiz, e através da publicidade massacrante, contínua, duas coisas que levam, direitinho, o rato à ratoeira...
Ora essa situação depende de nós, enquanto pertencemos ao cada vez menos livre mundo da democracia. Depende da nossa vontade. De dizer ou não dizer... NÃO.
Dalailama: a direita oferece o que é obrigada a oferecer, porque um escravo morto não trabalha em fábricas. E aumenta os salários, conforme a isso é obrigada –não o faz por nenhum motivo sentimental ou altruísta. Paga ao homem, mais ou menos dinheiro, conforme a situação do mercado. O homem é, no mercado, uma ‘coisa’, não é um homem.
O meu amigo não se lembra –nem poderá, talvez, lembrar-se, de que, no Alentejo, os ganhões se juntavam numa praça e o patrão ia escolher o número de trabalhadores de que precisava e os restantes que se amanhassem...
Se o homem não quer ser um número, um anónimo, um nada, se não quer prostituir-se, RECUSA e... exige respeito. Exige os seus direitos, a dignidade de ser homem. Um homem é um homem, um bicho é um bicho. Quer comportar-se à maneira da galinha que cacareja e festeja o dono, quando ele lhe dá o milhinho? Quer ser uma galinha?
Austeriana: a máquina neoliberalista, agora empenada mas a fazer tudo para se recompor, consolidando e estabilizando a miséria e o desemprego e segurando os próprios privilégios sociais, a sociedade neoliberalista come-nos, chupa-nos até ao osso e come e chupa o nosso tempo.
Conscientemente e por duas razões: porque precisa de novos escravos que lhe garantam produções e rendimentos; porque lhe é indiferente que esses novos escravos sejam cultos (prefere, até que o não sejam) –e o que não lhe é indiferente é que esses novos escravos lhe dêem o máximo de horas de trabalho e sacrifício incondicional. Ainda mais: é-lhe essencial que esses novos escravos aceitem e comprem ‘bens’ que os distraiam deles próprios. E, para isso, chupa-lhes o cérebro por uma palhinha, impõe-lhes condutas, sustem o seu (deles, novos escravos) eventual desenvolvimento cultural.
Uma sociedade descerebaralizada é a sociedade ideal para aqueles que querem dominá-la e explorá-la. Exemplos: os grandes (e os pequenos...) regimes totalitaristas: de Mussolini e Hitler a Estaline..., passando por Salazar e Franco. É a velha história da polícia política e da censura... Hoje, a censura faz-se pela calada: controlando a comunicação social, na raiz, e através da publicidade massacrante, contínua, duas coisas que levam, direitinho, o rato à ratoeira...
Ora essa situação depende de nós, enquanto pertencemos ao cada vez menos livre mundo da democracia. Depende da nossa vontade. De dizer ou não dizer... NÃO.
Dalailama: a direita oferece o que é obrigada a oferecer, porque um escravo morto não trabalha em fábricas. E aumenta os salários, conforme a isso é obrigada –não o faz por nenhum motivo sentimental ou altruísta. Paga ao homem, mais ou menos dinheiro, conforme a situação do mercado. O homem é, no mercado, uma ‘coisa’, não é um homem.
O meu amigo não se lembra –nem poderá, talvez, lembrar-se, de que, no Alentejo, os ganhões se juntavam numa praça e o patrão ia escolher o número de trabalhadores de que precisava e os restantes que se amanhassem...
Se o homem não quer ser um número, um anónimo, um nada, se não quer prostituir-se, RECUSA e... exige respeito. Exige os seus direitos, a dignidade de ser homem. Um homem é um homem, um bicho é um bicho. Quer comportar-se à maneira da galinha que cacareja e festeja o dono, quando ele lhe dá o milhinho? Quer ser uma galinha?
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