sábado, 8 de agosto de 2009

Foi com estas varinas da Ribeira lisboeta, e sem culpa delas, mulheres honestas, que os nossos políticos aprenderam a peixeirar?...




Escolhi, no The Economist desta semana, e agora que estamos a quase um mês das eleições legislativas, as seguintes linhas:

Democracia á mais do que eleições. Implica educação, tolerância e terem-se criado instituições independentes como as judiciais e uma imprensa livre’.

Instituições que funcionem à margem do turbilhão dos interesses privados e livremente.

É mais difícil do que se julga...

Deixando de parte as instituições judiciais, que me parecem, entre nós, respeitáveis (e, mais uma vez, clamo contra as calúnias da feira peixeiral), aponto: o que sobressai, neste momento, é a agressão mútua.

Quais os políticos que discutem os problemas que, real e dramaticamente, afligem os cidadãos? Que me importam os ressentimentos de Cavaco? Quero lá eu saber disso! Que me interessa ter ou não ter Sócrates deixado de gostar de um dos Lobo Antunes? Inquieta-me o fim do mês e o futuro do meu país.

E, a talhe de foice: afastarem-se Sócrates e PS de Cavaco seria um bem para todos nós: talvez Portugal se libertasse de muitos dinosauros mentais... e avançasse, finalmente!

Falta, pois, educação, Cultura e... liberdade para debater, directa e abertamente, na comunicação social, o drama de hoje. Mas não falta nem deseducação, nem incultura, nem liberdade para o insulto, para a insinuaçãozinha baixa, para as babadinhas lágrimas de crocodilo, em suma, para insultar os adversários, rebaixá-los, humilhá-los...

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