... Antero um homem de espinha direita...Antero de Quental foi um homem que se deu, totalmente, ao seu ideal, que era o desejo de uma sociedade justa. Lutou por ele. Prezou a coerência. O grande poeta trabalhou como tipógrafo, em Lisboa e em Paris. E é da capital de França que escreve a um amigo:
‘Este trabalho é triste como todo o trabalho moderno, forçado, partido e dividido, desnatural e injusto.’
Estava-se no ano de 1866 e o liberalismo navegava de vento em popa. Mais de um século passado, o trabalho mais e mais se tornou um pesadelo: trabalhador e o operário são escravos desrespeitados, humilhados, ofendidos –feridos na sua dignidade de homens.
Deixaram de ser homens: são, hoje, peças da monstruosa máquina neoliberalista. São produtos sociais, condenados a produzir outros produtos – que asseguram a riqueza de quem neles manda.
‘Este trabalho é triste como todo o trabalho moderno, forçado, partido e dividido, desnatural e injusto.’
Estava-se no ano de 1866 e o liberalismo navegava de vento em popa. Mais de um século passado, o trabalho mais e mais se tornou um pesadelo: trabalhador e o operário são escravos desrespeitados, humilhados, ofendidos –feridos na sua dignidade de homens.
Deixaram de ser homens: são, hoje, peças da monstruosa máquina neoliberalista. São produtos sociais, condenados a produzir outros produtos – que asseguram a riqueza de quem neles manda.
p.s. o termo 'produto' é dos mais miseráveis que o neoliberalismo inventou e usa, quando tenta eliminar a alma... o sonho.. o direito... a justiça...
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