domingo, 23 de agosto de 2009

O dia de hoje: é falta de vergonha acusar quem não tem trabalho de não gostar de trabalhar!

...à procura de emprego: são centenas e centenas de milhares!...

Um lugar-comum indecente, as mais das vezes, usado por quem tem a barriga cheia e não apenas por ignorantes: ‘o português não gosta de trabalhar’. Só há uma resposta: dêem-lhe trabalho. Porque é isso que falta: postos de trabalho. O desemprego galopante prova-o. E também a emigração, mais do que galopante: galopantíssima, e sempre mais qualificada.

Se o português não gosta de trabalhar, o que foram fazer, nestes últimos dez anos, mais de 2 milhões de portugueses, que andam espalhados pelo mundo, à caça, precisamente, de trabalho, casa, comida e de uma vida digna?

Às estatísticas de desemprego, deveria juntar-se esse número arrepiante -mais de 2 milhões de homens e mulheres, saídos de um país que, muito provavelmente, probabilíssimamente já não contará 10 milhões!-: eles são também desempregados portugueses que foram procurar trabalho alhures.

Que o português que ainda por cá anda não respeite os empregadores, é mais que natural: roubam-nos nos pagamentos e roubam, aliás, o Estado (que vem a ser roubarem todos os cidadãos que constituem o Estado), empregando imigrantes, clandestinamente, isto é: não os declarando à segurança social.

Depois..., é o que se sabe: a vida não é igual para todos: impostos, taxas, etc., dependem... a maioria apanha com eles, a minoria enche a burra, sem dar satisfações a ninguém.

A corrupção é prato do dia. A imunidade dos ladrões é a flor dos privilegiados.

Diante de tanta desvergonha, de tanta ofensa, de tanta falta de pudor, de tanta imoralidade, apetece dizer: não responsabilizem, irresponsavelmente, o povo, seus calões! ‘O português não gosta de trabalhar...’ Francamente! Respeitem o povo, protejam os que precisam, limpem o país dos verdadeiros parasitas: os que nada fazem, além de chupar os que não têm quem os defenda. Pratiquem uma verdadeira política social: igualdade de oportunidades, ensino gratuito, assistência médica competente, um regime fiscal que não penalize quem já não aguenta com uma vaca pelo rabo. Uma política socialista.

Há, com certeza, quem saiba seguir esse caminho –basta saber escolher no dia 27 de Setembro.



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