terça-feira, 25 de agosto de 2009

O dia de hoje: o cómico (trágico? covarde? ridículo? perverso?) medo da esquerda e de ser de esquerda ou os tremeliques de patrões e seus criados...

...quem tem medo do socialismo a sério?...


A expressão “radical de esquerda” é um dos lemas de certos políticos e de certos opiniadores, em tempo eleitoral. Mas já vem de antes... Agitam um fantasma, sem explicarem de que se trata –e não passa do terror que sentem, ao falar-se de socialismo: de política social...

Para eles, a esquerda radical será (e não o dizem claramente por que se envergonham...): querer uma sociedade em que as oportunidades sejam iguais para todos; recusar a acumulação do capital e os privilégios das minorias; querer um Estado suficientemente forte e capaz de garantir a segurança social e defenda a prática do direito ao ensino, ao trabalho e à liberdade de associação e expressão; querer um Estado que não se financie através de impostos que penalizam os mais pobres e permitem a acumulação do capital, as especulações e as corrupções dos mais ricos; querer um Estado que nacionalize o que deve ser nacionalizado... ou o não privatize: saúde, ensino, hospitais, transportes,..., por exemplo... e que aperfeiçoe o que, nesses campos, corre torto...

Evidentemente, os patrões entram em pânico e os seus (deles) empregados também... porque temem pelos empregos.

E toca de recomendar o patrão e de executar o empregado, todoas à uma acusam: isso não é sequer socialismo!, isso não é sequer social-democracia –isso é uma assalto, um crime, um atentado à nossa (deles, claro) liberdade: é a esquerda radical!

Contra que liberdade se levantam os tais ‘criminosos’, os tais Robespierres, os tais Dantons... os tais corta-cabeças... os tais ‘radicais’? Amigo, acho que se levantam contra quem contesta o seu (deles, claro) direito a roubarem o próximo –isso incomoda-os e incomoda os seus (deles, claro) peões de brega. Tremelicam. Espumam.

Não falam de socialismo... têm medo e vergonha de que os menos ignorantes, mais informados e fartos de ser espoliados os apodem do que, na realidade, são: radicais de direita, neo-liberais que defendem o mercado selvagem e a escravização do próximo, paladinos (ou Zés do Telhado?) de uma sociedade canibalista... E a verdade é que alguns dos seus (deles, claro) criados se fazem passar por socialistas... e esses têm ainda mais medo... o medo de se verem desmascarados.. Têm todos vergonha de negar ou renegar os princípios elementares da sociedade democrática e da política social, de toda a sociedade justa –princípios enunciados, acima, sucintíssimamente...

Com esse discurso insistente, constante, em televisões, jornais e intervenções deste e daquele líder, conseguirão eles fazer esquecer o tremendo desastre dos 10 anos (dez anos catastróficos de governo de Cavaco e mais o seu regresso ao palco político e à presidência, parece impossível mas não é...), conseguirão fazer que o português ignore o atraso de vida dos governos de Cavaco e as agressões aos direitos elementares dos cidadãos, perpetradas por Manuel Ferreira Leite, especialmente, quando ministra de Estado e das Finanças do XIV governo (2002-2004)?

Dizem que o português tem a memória curta? Talvez não. As dores que sente no corpo e no bolso e a miséria crescente que lhe sufoca a família, talvez o chamem à realidade.


Sem comentários:

Enviar um comentário