
Os partidos da esquerda não se entendem –eis o argumento que se usa e apregoa, frequente e entusiasmadamente, para desacreditar os partidos de esquerda. E, depois, acrescentam: à direita, todos se entendem!
Olha a surpresa!
À direita, desde há séculos, o programa é só um: defender e desenvolver os privilégios das classes que beneficiam desses privilégios. Querem programa mais simples –e que, desde logo, ponha tão evidentemente de parte as discussões e as ideias no congelador?
À esquerda, há matéria para debate: é preciso discutir ideias, caminhos, meios para se corrigirem as desigualdades sociais.
À direita, toca a reunir, para defender a burra das libras de oiro; à esquerda, toca a trocar ideias e a debatê-las, para definir o contrato social em que a igualdade de direitos e oportunidades se respeite.
À direita, mama-se na vaca; à esquerda, procura-se salvar e proteger aqueles que, há séculos, são chupados...
Começo por lhe dar os parabéns pela imagem: belíssima!
ResponderEliminarQuanto às razões para o uníssono da direita e as "discrepâncias" da esquerda, elas têm que ver com a diferença que existe entre a paz podre e a discussão saudável! Acresce que, até ver, continuamos à espera dos "programinhas"... Deve vir por aí escritos "brilhantes", a ajuizar pela demora...
Cumprimentos.
Gostei de visitar o seu blog :)
ResponderEliminarSobre este post, curiosamente, há tempos concluí o mesmo acerca da maior facilidade que a direita tem em entender-se. O que está em causa é o benefício material que advém como prémio de bom comportamento, para quem se deixa subornar ao serviço das classes dominantes. Ser de direita revela-se assim tentador na medida em que promete uma vida material mais folgada.