sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O dia de hoje: os pecados de Sócrates ou as acusações de uma senhora para a eternidade...

... múmias relativamente bem conservadas...

No desespero de não ver chegar a hora do Benfica-Poltava -perdido por cem, perdido por mil, mantenho-me fiel à Tvcabo-, dei uma espreitadela à mais esquisita entrevista dos últimos tempos: a de Manuela Ferreira Leite, na RTP1.

Quem era aquela mulher?! De onde saíra aquela estranha figura? De que séculos vinha? De Gizé, da velhissíma pirâmide cairota? Das catacumbas de Roma? Do México?, alguma sacerdotisa de templo azteca resssuscitada? Vivi momentos exóticos.

Pouco a pouco fui traduzindo o que dizia... afinal, coisas de um discurso antiquíssimo e que tem dado frutos: tem consolidado privilégios e minorias da vida airada. Pouco a pouco, a figura estrambólica foi-se chegando à má língua dos nossos dias, num esforço sobre-humano -temi pela consistência da sua imagem- de updeitar-se... esforçando-se tanto, updeitando-se tanto que julguei perceber no olho vivo de Judite de Sousa a inquietação e a preparação espiritual para a receber nos braços...

E logo atacou ela o Sócrates e as tais fantasmagóricas escutas e as queixas e etc. e tal... Foi o prato forte. Aí, foi draconiana!

É a candidata de Cavaco? Possivelmente. Minha é que não é.

Amigos, um dia, daqui a muitos séculos, quando quiserem estudar este nosso tempo desgraçado, hão-de exumar-se os restos de dois comparsas: Aníbal Cavaco e Manuela Ferreira Leite. E que espanto! Que curiosidade! Que entusiasmo! Que alegria –a alegria de arqueólogos, a recuperarem espécies raríssimas, museologicamente valiosíssimas, isubstituíveis, inimitáveis!

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