
...o Velho do Restelo condena a coragem dos que procuram mudar as vidas...
Deve ter saltado aos olhos de quem, ontem, assistiu ao debate entre Manuela Ferreira Leite e Francisco Louçã: de um lado o passado, do outro o futuro.
De um lado, a vontade de travar a ousadia dos portugueses; de os agarrar e fixar às grilhetas de um dia a dia pobre, feito de desemprego, de miséria, muitas vezes da fome de uma maioria desprotegida, explorada –diante de uma maioria que enriquece todos os dias, à custa desses humilhados e ofendidos.
Do outro lado, a interrogação e a recusa. Em suma, e sintetizando o que esteve explicíto e implícito nas intervenções de Louçã, como é possível sintetizar em duas linhas, e invertendo a ordem:
De um lado, Francisco Louçã, que perguntava: ‘esta desgraça é uma fatalidade portuguesa e os portugueses estão condenados a não poder fazer melhor?’
e negava essa condenação desvergonhadamente injusta:
‘a justiça social é possível, a solidariedade social é possível, um Estado protector que garanta o ensino (realmente a Porta Principal da República, da Polis, da Cidade onde queiramos viver dignamente, digo eu) a segurança social, a assistência médica gratuita (veja-se o caso de Inglaterra, digo eu), o direito ao trabalho –esse Estado é possível. Mas será erguido contra os privilégios de que goza a minoria privilegiada...’
E, por isso, do outro lado, parecia ouvir-se -ouvia-se!- a voz do Velho do Restelo, de Camões:
‘Não se mexam, não ousem fazer nada, continuem na mesma... conformem-se, resignem-se, aceitem... habituem-se a viver remediando a miséria... Fiquem onde estão!”
De um lado, a vontade de travar a ousadia dos portugueses; de os agarrar e fixar às grilhetas de um dia a dia pobre, feito de desemprego, de miséria, muitas vezes da fome de uma maioria desprotegida, explorada –diante de uma maioria que enriquece todos os dias, à custa desses humilhados e ofendidos.
Do outro lado, a interrogação e a recusa. Em suma, e sintetizando o que esteve explicíto e implícito nas intervenções de Louçã, como é possível sintetizar em duas linhas, e invertendo a ordem:
De um lado, Francisco Louçã, que perguntava: ‘esta desgraça é uma fatalidade portuguesa e os portugueses estão condenados a não poder fazer melhor?’
e negava essa condenação desvergonhadamente injusta:
‘a justiça social é possível, a solidariedade social é possível, um Estado protector que garanta o ensino (realmente a Porta Principal da República, da Polis, da Cidade onde queiramos viver dignamente, digo eu) a segurança social, a assistência médica gratuita (veja-se o caso de Inglaterra, digo eu), o direito ao trabalho –esse Estado é possível. Mas será erguido contra os privilégios de que goza a minoria privilegiada...’
E, por isso, do outro lado, parecia ouvir-se -ouvia-se!- a voz do Velho do Restelo, de Camões:
‘Não se mexam, não ousem fazer nada, continuem na mesma... conformem-se, resignem-se, aceitem... habituem-se a viver remediando a miséria... Fiquem onde estão!”
E isto é vida?! Onde é que estamos?! Qu'é do futuro?! Precisamente, de um futuro que não seja isto que recusamos e onde querem que fiquemos!
p.s. aqueles que, de quanto acima, concluirem que sou um bloquista enganam-se, redondamente; aqueles que concluirem que sou um socialista convicto acertam em cheio...
É assim mesmo que se fala, meu amigo!
ResponderEliminarObrigada por não desistir
O Velho do Restelo dizia «Atenção o país não é rico, somos poucos...Olhem que quem tudo quer tudo perde...». Na realidade, seus argumentos até seriam aceitáveis.
ResponderEliminarNo presente, uma anciã aristocrática enervou-me com uma expressão enfatuada/resignada :É a vida...
Falou a distinção de classe, a diferença de classe difícil de saír...
Mesmo que alguém ganhe pouco de acordo com a sua formação profissional isso não significa que o indivíduo tenha de contentar-se com um salário mínimo...
Eu também gostaria de lamentar : «é a vida!» ,no dia em que aqueles que ganhassem mais tivessem de pagar mais impostos...
De facto, no século XXI, é aborrecido ouvir políticos com lamentos falsos baralhando as leis da vida com a evolução das espécies...
Paulo Silva Pinto
Manuela Ferreira Leite a pior Ministra das Finanças e como se não chegasse, é contra o Aborto, é contra os Homossexuais, é contra a Democracia. Vejam os vídeos das suas declarações em: votar2009.blogspot.com
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