...Brites de Almeida, a Padeira de Aljubarrota não quer nenhum TGV, prefere andar de burro para se manter fiel aos seus valores culturais..No Correio da Manhã, de hoje, um opiniador alude ao próximo Mundial de Futebol (que se realizaria, simultâneamente, em Portugal e Espanha?) para fazer graça (queria fazer graça? não dei por isso...) com a alergia (o horror) de Brites de Almeida, digo, Manuela Ferreira Leite ao TGV.
Juntar Mundial e TGV não tem, de facto, graça nenhuma e é perigoso: engana, facilmente, esfomeados aos quais só resta a bola...
O perigo não está no TGV, o perigo está em vigarizarem o pobrezinho português aquele enxame de oportunistas que se atirarão à posta em jogo: o Mundial.
É argumento que não lembraria o diabo e nunca lembrou José Sócates nem ninguém de bom senso. As vantagens e as desvantagens do TGV não dependem do próximo campeonato do mundo de futebol se realizar ou não se realizar em Portugal e Espanha. Obviamente, Humberto Delgado dixit...
Insisto: é um argumento que traz de volta a campanha desvergonhada que se fez aqui pró-campeonato europeu... Anunciava-se que ele iria enriquecer, tornar milionária esta terrinha nas lonas...
Sabemos no que deu: muitos milhões gastos em estádios que apodrecem ao sol (o do Algarve é emblemático). E de lecas, dizia o homem da esplanada que frequento:
-As maçarocas minguavam conforme os gajos iam sendo eliminados... Então quando mandaram os ingleses para casa, foi um desastre... Acabaram as grandes borracheiras... e o pilim!
Gastaram-se, criminosamente, milhões que dariam para escolas, hospitais, centros de saúde..., linhas de comboios, bolas!, que fazem tanta falta por aí, especialmente, fazem muita falta ao nosso Interior abandonado!...
Gastaram-se milhões que enriqueceram, isso sim, patos-bravos e intermediários...
Acreditar que um país se possa reconstruir com bochechos, com esmolinhas... , de vez em quando..., francamente! Ribeiro Sanches diria que não há maneira de sairmos do cadaveroso reino da estupidez, e Jorge de Sena, mais próximo de nós e que escreveu um livro com esse título, O Reino da Estupidez, confirmaria..., se fosse vivo, ou lhe deixassem as cinzas em paz...
Não sei se o opiniador quis ser engraçado ou brincar com Brites de Almeida, digo, Manuela Ferreira Leite... brincar mansamente, ambiguamente... à maneira tão nacional de não se comprometer quem opina nem com a carne nem com o peixe... porque
não se sabe o que é o dia de amanhã... quem mandará (quem pagará) amanhã...
Gastaram-se milhões que enriqueceram, isso sim, patos-bravos e intermediários...
Acreditar que um país se possa reconstruir com bochechos, com esmolinhas... , de vez em quando..., francamente! Ribeiro Sanches diria que não há maneira de sairmos do cadaveroso reino da estupidez, e Jorge de Sena, mais próximo de nós e que escreveu um livro com esse título, O Reino da Estupidez, confirmaria..., se fosse vivo, ou lhe deixassem as cinzas em paz...
Não sei se o opiniador quis ser engraçado ou brincar com Brites de Almeida, digo, Manuela Ferreira Leite... brincar mansamente, ambiguamente... à maneira tão nacional de não se comprometer quem opina nem com a carne nem com o peixe... porque
não se sabe o que é o dia de amanhã... quem mandará (quem pagará) amanhã...
Sem comentários:
Enviar um comentário