..no sorriso do calendário maia há optimismo?...Faltam oito dias para irmos escolher a nova Assembleia da República. E vamos fazê-lo num momento que, dizem, é dos mais dramáticos e cuja saída é imprevisível. Por toda a parte da Europa, em grande parte do mundo, as mudanças surpreendem e aquilo que era tido como intocável cede.
O neoliberalismo não treme: entra em agonia.
A ideia do Estado Social recupera terreno, impõe-se.
Esta crise não é só mais uma: é a maior dos últimos cem anos e os homens, mais e mais empurrados para a condição de escravos, de explorados, de desempregados –consciencializaram a sua condição de... sub-homens.
O voto de recusa do neoliberalismo desenha-se e afirma-se, como saída, passo necessário que levará à reconquista da dignidade humana e à justiça social.
Portugal sofre de um atraso cultural perigoso, resultado de dezenas de anos de ditadura e, séculos antes, do ‘cordão sanitário’ que a contra-reforma, com concílio de Trento, estabeleceu à nossa volta, a obrigar-nos a viver na periferia da Europa progressista e na ignorância dela.
Mas a fome é uma grande escola. A miséria é uma grande escola. A humilhação e a ofensa abrem os olhos a muita gente.
Daqui a uma semana, vamos ver se o cidadão português abriu, realmente, os olhos e recusa o discurso podre dos neoliberalistas vendedores da banha da cobra e dos ultanacionalistas serôdios, reaccionários e defensores dos privilégios que matam.
De qualquer modo, esta é a hora de uma viragem –e a viragem só poderá ser à esquerda porque, senão o for, não será uma viragem mas sim um suicídio: será um marcar passo.
O neoliberalismo não treme: entra em agonia.
A ideia do Estado Social recupera terreno, impõe-se.
Esta crise não é só mais uma: é a maior dos últimos cem anos e os homens, mais e mais empurrados para a condição de escravos, de explorados, de desempregados –consciencializaram a sua condição de... sub-homens.
O voto de recusa do neoliberalismo desenha-se e afirma-se, como saída, passo necessário que levará à reconquista da dignidade humana e à justiça social.
Portugal sofre de um atraso cultural perigoso, resultado de dezenas de anos de ditadura e, séculos antes, do ‘cordão sanitário’ que a contra-reforma, com concílio de Trento, estabeleceu à nossa volta, a obrigar-nos a viver na periferia da Europa progressista e na ignorância dela.
Mas a fome é uma grande escola. A miséria é uma grande escola. A humilhação e a ofensa abrem os olhos a muita gente.
Daqui a uma semana, vamos ver se o cidadão português abriu, realmente, os olhos e recusa o discurso podre dos neoliberalistas vendedores da banha da cobra e dos ultanacionalistas serôdios, reaccionários e defensores dos privilégios que matam.
De qualquer modo, esta é a hora de uma viragem –e a viragem só poderá ser à esquerda porque, senão o for, não será uma viragem mas sim um suicídio: será um marcar passo.
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