...Um concorrido auto-de-fé: purificava-se uma união de facto?Nesta questão das uniões de facto, tenho a sensação de que nos atrasámos quinhentos anos.
Conheço alguns dos actores deste filme -de ginjeira- e não me admirava se os visse saltarem para o palco a proclamar que o Sol é que anda à volta Terra.
Figuras dessas mandaram queimar Giordano Bruno e humilharam Galileu. Também andaram de braço dado com os inquisidores e assopraram o lume nos Autos-de-Fé.
Para eles, a realidade não é como ela é –só pode ser como eles querem que seja.
Assim, as uniões de facto não podem existir.
Claro que existem –e existem, irreversivelmente, com firme tendência para aumentarem.
Quanto a filhos, famílias & etc, outro dos aspectos evocados pelos fantasmas do Restelo –estamos conversados.
Ai preocupam-se com as famílias, com os filhos, com os cuidados e sacrifícios dos pais? Quem diria!
Esses actores cuja hipocrisia salta demasiado à vista -felizmente, o rei que vai nu não pode esconder o rabinho- deviam preocupar-se com o seguinte:
a) com a segurança do trabalho, que evita o desemprego,
b) com a dignidade dos vencimentos, que possibilita alimentar, vestir e educar os filhos, aguentar o dia a dia de uma família,
c) com as escolas competentes e gratuitas,
d) com os manuais escolares a preços acessíveis ou gratuitos,
e) com a assistência médica gratuita...
f) etc., etc. etc.
Depois, então, falem de famílias felizes, de filhos felizes, de casais felizes... Agora, e atendendo às políticas associais que defendem e pretendem praticar se ganharem as eleições, calem-se. Tenham vergonha!
Já o Santo Antero, na conferência intitulada ‘Causas da Decadência dos Povos Peninsulares’, dizia que o melífluo Concílio de Trento (1545) marcara a linha que nos separou da Europa progressista, culta, criadora de sociedades sempre mais evoluídas e socialmente mais justas.
Pois é, pois é..., esses, os actores desta farsa em que se recusa as uniões de facto, pertencem ao Concílio de Trento, não têm nada a ver com este dia 10 de Setembro de 2009. Pertencem ao Reino Cadaveroso.
Conheço alguns dos actores deste filme -de ginjeira- e não me admirava se os visse saltarem para o palco a proclamar que o Sol é que anda à volta Terra.
Figuras dessas mandaram queimar Giordano Bruno e humilharam Galileu. Também andaram de braço dado com os inquisidores e assopraram o lume nos Autos-de-Fé.
Para eles, a realidade não é como ela é –só pode ser como eles querem que seja.
Assim, as uniões de facto não podem existir.
Claro que existem –e existem, irreversivelmente, com firme tendência para aumentarem.
Quanto a filhos, famílias & etc, outro dos aspectos evocados pelos fantasmas do Restelo –estamos conversados.
Ai preocupam-se com as famílias, com os filhos, com os cuidados e sacrifícios dos pais? Quem diria!
Esses actores cuja hipocrisia salta demasiado à vista -felizmente, o rei que vai nu não pode esconder o rabinho- deviam preocupar-se com o seguinte:
a) com a segurança do trabalho, que evita o desemprego,
b) com a dignidade dos vencimentos, que possibilita alimentar, vestir e educar os filhos, aguentar o dia a dia de uma família,
c) com as escolas competentes e gratuitas,
d) com os manuais escolares a preços acessíveis ou gratuitos,
e) com a assistência médica gratuita...
f) etc., etc. etc.
Depois, então, falem de famílias felizes, de filhos felizes, de casais felizes... Agora, e atendendo às políticas associais que defendem e pretendem praticar se ganharem as eleições, calem-se. Tenham vergonha!
Já o Santo Antero, na conferência intitulada ‘Causas da Decadência dos Povos Peninsulares’, dizia que o melífluo Concílio de Trento (1545) marcara a linha que nos separou da Europa progressista, culta, criadora de sociedades sempre mais evoluídas e socialmente mais justas.
Pois é, pois é..., esses, os actores desta farsa em que se recusa as uniões de facto, pertencem ao Concílio de Trento, não têm nada a ver com este dia 10 de Setembro de 2009. Pertencem ao Reino Cadaveroso.
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