quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O dia de hoje: os condenados a conquistar novas pátrias... levando no bolso a saudade a sangrar...

...não são os nossos inimigos são os que nos pedem ajuda...


O século que ainda ontem começou -parece que foi assim...- o XXI, ficará marcado pela onda gigantesca de emigração. 200 (duzentos) milhões de pessoas, em busca de trabalho e de uma nova pátria, giram o planeta.

Homens e mulheres e crianças que vão ter que saltar fronteiras, vencer resistências, encontrar novos modos de vida, adaptarem-se a realidades completamente diferentes daquelas de onde partiram. Que vão ter de vencer o medo.


Vi, na televisão, a imagem de um dos múltiplos campos de ‘acolhimento’ (de concentração...) europeus, e ouvi, da boca de um emigrante do Bangladesh, aquilo que já sabia:

‘Nós não gostamos de aqui estar, mas não temos outro remédio...’

Ele preferiria ficar onde nasceu; partilhar os dias com familiares e amigos; seguir o ritmo e os valores a que a o habituaram, desde o berço; trabalhar na sua terra.

Mas não pode: morreria de fome. Lá, não há trabalho. Lá, não há futuro. No Bangladesh, tal qual em África, no América do Sul... em tantos sítios...

Ouvi o que já sabia: nenhum emigrante é voluntário.

Sem comentários:

Enviar um comentário