...não são os nossos inimigos são os que nos pedem ajuda...O século que ainda ontem começou -parece que foi assim...- o XXI, ficará marcado pela onda gigantesca de emigração. 200 (duzentos) milhões de pessoas, em busca de trabalho e de uma nova pátria, giram o planeta.
Homens e mulheres e crianças que vão ter que saltar fronteiras, vencer resistências, encontrar novos modos de vida, adaptarem-se a realidades completamente diferentes daquelas de onde partiram. Que vão ter de vencer o medo.
Homens e mulheres e crianças que vão ter que saltar fronteiras, vencer resistências, encontrar novos modos de vida, adaptarem-se a realidades completamente diferentes daquelas de onde partiram. Que vão ter de vencer o medo.
Vi, na televisão, a imagem de um dos múltiplos campos de ‘acolhimento’ (de concentração...) europeus, e ouvi, da boca de um emigrante do Bangladesh, aquilo que já sabia:
‘Nós não gostamos de aqui estar, mas não temos outro remédio...’
Ele preferiria ficar onde nasceu; partilhar os dias com familiares e amigos; seguir o ritmo e os valores a que a o habituaram, desde o berço; trabalhar na sua terra.
Mas não pode: morreria de fome. Lá, não há trabalho. Lá, não há futuro. No Bangladesh, tal qual em África, no América do Sul... em tantos sítios...
Ouvi o que já sabia: nenhum emigrante é voluntário.
‘Nós não gostamos de aqui estar, mas não temos outro remédio...’
Ele preferiria ficar onde nasceu; partilhar os dias com familiares e amigos; seguir o ritmo e os valores a que a o habituaram, desde o berço; trabalhar na sua terra.
Mas não pode: morreria de fome. Lá, não há trabalho. Lá, não há futuro. No Bangladesh, tal qual em África, no América do Sul... em tantos sítios...
Ouvi o que já sabia: nenhum emigrante é voluntário.
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