quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Não, não tocámos o grau zero da democracia, muito pelo contrário...




Pedro Norton, em Visão conclui que ‘a nossa democracia dificilmente sairá daqui com saúde’.

Conclui mal.

A nossa democracia atingiu o ponto de ruptura com maneiras de governar que nada tinham de transparentemnete democrático.

A ruptura com o rotativismo serôdio e a inanidade de dois grandes partidos, que começavam a identificar-se cada vez mais um com o outro: o PSD e o PS.

Os nossos eleitores -os nossos cidadãos- interrogaram-se e parecem avançar para novas soluções, novos caminhos.

Parecem exigir um PS... socialista.

Em princípio -mas, em política (e com os políticos em exercício ainda mais), nada é como parece ser ou deveria ser...-, a maioria do eleitorado inclina-se para uma coligação de esquerda.

É uma mudança. Traduz dinamismo. Também, traduz maturidade.

Não a democracia portuguesa, 35 anos depois do 25 de Abril, não tocou o ponto zero; tocou a reunir e a corrigir o que estiver errado.

Sem comentários:

Enviar um comentário