
...ele sabe que as condecorações e os títulos e as tretas doutorais de Cambridge de Boston ou de Poço do Bispo não valem coisíssima nenhuma comparados com a luta que é ajudar um povo a libertar-se...
Olho para este homem, com respeito.
Evo Morales, filho de humildes camponeses de Orinoca, nas montanhas de Oruro, índio ameríndio, cujas universidades foram o combate de vidas que arrancam à terra e à ganância dos mandantes o pão de cada dia.
Sigo o seu ainda curto trajecto de Presidente da república mais pobre da América do Sul (70% da população vive abaixo do nível de pobreza) e admiro-o. Foi-me simpático, à primeira vista.
Há, no seu olhar, uma luz de verdade. É, certamente, um homem sincero. E é um homem corajoso. É um homem... humano.
Tem os dias contados, pergunto-me? As grandes multinacionais, que exploraram as riquezas da Bolívia -as suas reservas de gás, por exemplo, são as segundas da América do Sul-, as oligarquias que subtraíram ao povo o amanho da terra (80% das terras cultiváveis pertencem a 7% da população), os interesses organizados que nada têm a ver com a miséria e a fome dos bolivianos –até quando todos esses vão ‘suportar’ Evo Morales?
Porque este homem sabe e quer. Eleito em 2006, abandonou a política neoliberal e lançou uma política “social-comunitária”. Aprovou nova constituição, promoveu uma reforma agrícola, nacionalizou os hidrocarburantes.
Vejam só! Imaginam a nossa padeira de Aljubarrota ressuscitada -Manuela Ferreira Leite- e os seus cavaquistas neoliberalissímos a analisarem uma coisas dessas?
Era um incêndio, um desbocar de chamas, um arder enraivecido!
Pois ‘uma coisa dessas’ aconteceu... E a maioria esmagadora do povo boliviano, índios andinos, recomeçou a acreditar na vida. E a comer... e a trabalhar... e a ter assistência médica, escolas, futuro...
Evo Morales está de visita a Espanha, onde foi recebido pelo Rei e pelo primeiro-ministro, o socialista Zapatero. Não consta que lhe tenham chamado... radical irresponsável (por aqui, os ‘salvadores da Pátria’, que anseiam chegar ao poder, chamar-lhe-iam, pelo menos, porco comunista e comedor de crianças...). É pena não haver, ainda, TGV –senão tinhamo-lo aí num instante e seria bem vindo.
Ah!, esquecia-me de que ainda falta um ano para votarmos um novo presidente...
Olho para este homem, com respeito.
Evo Morales, filho de humildes camponeses de Orinoca, nas montanhas de Oruro, índio ameríndio, cujas universidades foram o combate de vidas que arrancam à terra e à ganância dos mandantes o pão de cada dia.
Sigo o seu ainda curto trajecto de Presidente da república mais pobre da América do Sul (70% da população vive abaixo do nível de pobreza) e admiro-o. Foi-me simpático, à primeira vista.
Há, no seu olhar, uma luz de verdade. É, certamente, um homem sincero. E é um homem corajoso. É um homem... humano.
Tem os dias contados, pergunto-me? As grandes multinacionais, que exploraram as riquezas da Bolívia -as suas reservas de gás, por exemplo, são as segundas da América do Sul-, as oligarquias que subtraíram ao povo o amanho da terra (80% das terras cultiváveis pertencem a 7% da população), os interesses organizados que nada têm a ver com a miséria e a fome dos bolivianos –até quando todos esses vão ‘suportar’ Evo Morales?
Porque este homem sabe e quer. Eleito em 2006, abandonou a política neoliberal e lançou uma política “social-comunitária”. Aprovou nova constituição, promoveu uma reforma agrícola, nacionalizou os hidrocarburantes.
Vejam só! Imaginam a nossa padeira de Aljubarrota ressuscitada -Manuela Ferreira Leite- e os seus cavaquistas neoliberalissímos a analisarem uma coisas dessas?
Era um incêndio, um desbocar de chamas, um arder enraivecido!
Pois ‘uma coisa dessas’ aconteceu... E a maioria esmagadora do povo boliviano, índios andinos, recomeçou a acreditar na vida. E a comer... e a trabalhar... e a ter assistência médica, escolas, futuro...
Evo Morales está de visita a Espanha, onde foi recebido pelo Rei e pelo primeiro-ministro, o socialista Zapatero. Não consta que lhe tenham chamado... radical irresponsável (por aqui, os ‘salvadores da Pátria’, que anseiam chegar ao poder, chamar-lhe-iam, pelo menos, porco comunista e comedor de crianças...). É pena não haver, ainda, TGV –senão tinhamo-lo aí num instante e seria bem vindo.
Ah!, esquecia-me de que ainda falta um ano para votarmos um novo presidente...
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