...meu Deus! o que está aí a vir!...Já começou a maratona dos 25 dias... Sim, 25, porque 26 é para ‘meditar’ e 27, para votar...
É uma tempestade que se levanta, um vendaval de palavras e mais palavras...
Só palavras?
Os políticos que vão desfilar nas praças, na rádio, na televisão, os comentadores-opiniadores, assoldados uns, independentes outros –o que é que vão fazer às palavras?
Os políticos vão falar para si próprios? Vão falar uns com os outros? Vão repetir discos riscados? Ou gritar, esbracejar, prometer o Eldorado a um país à rasca –para garantirem votos e o futuro pessoal?
E os comentadores-opiniadores, mais ou menos assoldados? Vão badalar de acordo com os patrões –também para garantirem a vidinha deles?
E, já que andamos todos a aprender e a treinar o inglês: vão os comentadores-opiniadores o que, na maior parte dos casos, têm sido: his master’s voice?
Ou vão dirigir-se aos milhões de portugueses que andam nas lonas, que andam aflitos, que não sabem o que hão-de fazer à vida, à mulher e aos filhos –que acordam todos os dias espantados por ainda terem um emprego (as mais das vezes, de nada...) ou desesperados porque o perderam e nunca mais arranjaram outro?
José Sócrates disse, ontem, que a crise ainda não acabou. Fez bem, ainda que seja uma verdade que todos deviam saber –e que sabem, infelizmente, por dentro e por fora, os portugueses remediados da fome (os tais que o PSDêzinho, o partidozinho psedozinhosocialzinhodemocraticozinho, de roupinha coçada e mise-en-pli, a brincar aos necessitados, anda a ver se embrulha..).
José Sócrates, homem inteligente e culto, é capaz de ter lido a célebre ‘Vida de Dom João de Castro’, de Jacinto Freire de Andrada. A páginas tantas, o historiador escreve, acerca do povo mal tratado:
‘Crescia a fome e a liberdade dos queixosos, que fazia maior a justiça da causa e a evidência do agravo comum...’
E, se leu, a frase não lhe passaria despercebida...
Esse povo português, agravado, explorado, esquecido –não é nem uma criança, nem um atrasado mental, que levamos com tretas e banha da cobra. E, a meio do vendaval de palavras, acabará por distinguir o trigo do joio. Ou seja: acabará por distinguir entre os parlapatões e as pessoas de bem. A fome é uma grande escola...
É uma tempestade que se levanta, um vendaval de palavras e mais palavras...
Só palavras?
Os políticos que vão desfilar nas praças, na rádio, na televisão, os comentadores-opiniadores, assoldados uns, independentes outros –o que é que vão fazer às palavras?
Os políticos vão falar para si próprios? Vão falar uns com os outros? Vão repetir discos riscados? Ou gritar, esbracejar, prometer o Eldorado a um país à rasca –para garantirem votos e o futuro pessoal?
E os comentadores-opiniadores, mais ou menos assoldados? Vão badalar de acordo com os patrões –também para garantirem a vidinha deles?
E, já que andamos todos a aprender e a treinar o inglês: vão os comentadores-opiniadores o que, na maior parte dos casos, têm sido: his master’s voice?
Ou vão dirigir-se aos milhões de portugueses que andam nas lonas, que andam aflitos, que não sabem o que hão-de fazer à vida, à mulher e aos filhos –que acordam todos os dias espantados por ainda terem um emprego (as mais das vezes, de nada...) ou desesperados porque o perderam e nunca mais arranjaram outro?
José Sócrates disse, ontem, que a crise ainda não acabou. Fez bem, ainda que seja uma verdade que todos deviam saber –e que sabem, infelizmente, por dentro e por fora, os portugueses remediados da fome (os tais que o PSDêzinho, o partidozinho psedozinhosocialzinhodemocraticozinho, de roupinha coçada e mise-en-pli, a brincar aos necessitados, anda a ver se embrulha..).
José Sócrates, homem inteligente e culto, é capaz de ter lido a célebre ‘Vida de Dom João de Castro’, de Jacinto Freire de Andrada. A páginas tantas, o historiador escreve, acerca do povo mal tratado:
‘Crescia a fome e a liberdade dos queixosos, que fazia maior a justiça da causa e a evidência do agravo comum...’
E, se leu, a frase não lhe passaria despercebida...
Esse povo português, agravado, explorado, esquecido –não é nem uma criança, nem um atrasado mental, que levamos com tretas e banha da cobra. E, a meio do vendaval de palavras, acabará por distinguir o trigo do joio. Ou seja: acabará por distinguir entre os parlapatões e as pessoas de bem. A fome é uma grande escola...
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