...a primeira obra-prima que José Régio publicou e o seu primeiro desafio à hipocrisia dos canibais bem-pensantes...Olhando em volta e reparando na desvergonha, na peixeirada, na farsa quotidiana, nos homens separados de si próprios, na mentira, na corrupção, nas leis pisadas, nos sonhos insultados...
apetece-me perguntar: em que país é que vivemos? Quem manda aqui e por que manda e para que manda?
Abro Jacob e o Anjo, de José Régio, e leio o que ele diz, através do Bobo/Anjo, que se dirige ao Sumo Sacerdote:
‘...o vosso Deus de barro!: Tem as vossas paixões de casta, serve os vossos interesses, julga como os vossos juizes, pensa como os vossos filósofos, obedece às vossas leis científicas, frequenta a vossa sociedade... Ou é particular e de uso próprio!’
Mas esse não é o meu Deus nem essa é a sociedade por que eu aspiro e luto!
E, em Poemas de Deus e do Diabo, Régio devolve-me a esperança... porque recusa: tem a grandeza de recusar:
....................................................................................................
.......................................................................................................
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onde que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
-Sei que não vou por aí!
apetece-me perguntar: em que país é que vivemos? Quem manda aqui e por que manda e para que manda?
Abro Jacob e o Anjo, de José Régio, e leio o que ele diz, através do Bobo/Anjo, que se dirige ao Sumo Sacerdote:
‘...o vosso Deus de barro!: Tem as vossas paixões de casta, serve os vossos interesses, julga como os vossos juizes, pensa como os vossos filósofos, obedece às vossas leis científicas, frequenta a vossa sociedade... Ou é particular e de uso próprio!’
Mas esse não é o meu Deus nem essa é a sociedade por que eu aspiro e luto!
E, em Poemas de Deus e do Diabo, Régio devolve-me a esperança... porque recusa: tem a grandeza de recusar:
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Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onde que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
-Sei que não vou por aí!
No dia 22 do próximo mês de Dezembro, passam 40 anos sobre a morte de José Régio..., que continua vivo.
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