quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O dia de hoje: por que razão se deixou atrofiar a ferrovia e se gastam biliões em autoestradas?

...o comboio amigo, culpado de não sustentar vícios...




Bem..., todos sabemos que o português não leva o automóvel para a cama porque ele não cabe no elevador... nem passa a porta.

Também sabemos que o português, como qualquer cidadão do mundo ‘desenvolvido’ passa horas dentro do carro, no meio de engarrafamentos intermináveis.

Sabemos, ainda, que o automóvel lhe custa os olhos da cara –mesmo quando o compra em quarta ou quinta mão.

É por isso que os governos se têm marimbado para a ferrovia e têm gasto biliões em autoestradas?

Não. Sabemos que as autoestradas e as superestradas dão muitos biliões a ganhar...

Ora vejamos: portagens, gasolina, pneus, peças e arranjos... conservação das mesmas (das autoestradas e superestradas)... e o mais que não me lembra mas de que tu, amigo, te lembras, certamente...

A ferrovia não dá nada disso.

E, ainda que se chegue mais depressa ao destino; que se evite o stress; que não se corra o risco de ir parar ao hospital ou... à morgue... –a ferrovia não seduz o poder. Pudera! Ora vejamos:

no que diz respeito ao assalto à paisagem e à sua degradação, à poluição, à inutilidade (há, em Portugal, centenas de quilómetros de autoestradas que são a rua do lá vai um...), ao mau investimento público –isso nunca preocupou o empresário, o tubarão, o chupa-tudo... nem os que decidem e recebem luvas e enchem a burra e a barriga...

Será o português pacóvio incurável –e pacóvio desde o presidente da Junta de Freguesia até lá acima? Há fortes probabilidades disso. Mas tudo tem arranjo... com democracia e instrução, não é verdade?

Entretanto, leiam o artigo de Manuel A. Pina, que vou ‘postar’ a seguir (e, se souberem francês, o que ficou abaixo, do Le Monde)...

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