Manuel A. Pina, no artigo que transcrevi hoje, denuncia a mentira.
Muitas vezes, de tanto a terem dito, esquecemos que a mentira é uma mentira e ela passa a ‘verdade’, perigosíssima mentira-verdade e, assim, se utiliza, assim engana e faz sangue...
O engano –chamemos-lhe engano, lapso, concedamos-lhe o benefício da dúvida- da jovem deputada do PCP, Rita Rato, incomoda.
Incomoda, sobretudo, porque, pelo menos duas gerações a separam do estalinismo –e ela cai, tropeça na esparrela, nos dogmas desse tempo.
Como se PCP e comunismo tomassem por sua a frase de Cristo, Noli me tangere, citada no Evangelho de João, XX, 17.
Intocáveis, portanto. Inimputáveis. Acima de toda e qualquer suspeita.
Que disparate!
E que tristeza!
Todos nós sabemos que existiram os gulagues, que Estaline mandou matar ou consentiu na morte de cerca de vinte milhões de pessoas.
E não será continuando a pregar que tudo isso é mentira, que nunca aconteceu,
não será, por esse caminho, que PCP e seus militantes contribuirão para o crescimento, reforço e afirmação da esquerda.
É triste ver uma jovem militante, uma nova deputada do PCP -responsabilidade acrescentada- optar pela cegueira.
No Livro da Sabedoria, deuterocanónico atribuído a Salomão e escrito, provavelmente, na Alexandria do Século I a. C., diz-se:
‘boca que mente mata a alma’.
E, se não bastassem já à Rússia as Almas Mortas, de Gogol, Estaline acrescentou-lhe as que lançou na vala comum e na Sibéria.
O trabalho da juventude, das novas gerações que despontam, é evitar o genocídio: a matança de almas, que por aí vai, pela mão do neocapitalismo e dos fundamentalismos de outras espécies (porque neocapitalistas e neoliberalistas são também fundamentalistas: fundamentalmente, querem chupar a alma de cada um e substituir-lhe as pilhas das novas máquinas, ex-homens, dos novos escravos...).
Acredito que Rita Rato não mentiu, voluntariamente; repetiu, tinha-a no ouvido, uma das tais mentiras-verdades que apontei acima.
Muitas vezes, de tanto a terem dito, esquecemos que a mentira é uma mentira e ela passa a ‘verdade’, perigosíssima mentira-verdade e, assim, se utiliza, assim engana e faz sangue...
O engano –chamemos-lhe engano, lapso, concedamos-lhe o benefício da dúvida- da jovem deputada do PCP, Rita Rato, incomoda.
Incomoda, sobretudo, porque, pelo menos duas gerações a separam do estalinismo –e ela cai, tropeça na esparrela, nos dogmas desse tempo.
Como se PCP e comunismo tomassem por sua a frase de Cristo, Noli me tangere, citada no Evangelho de João, XX, 17.
Intocáveis, portanto. Inimputáveis. Acima de toda e qualquer suspeita.
Que disparate!
E que tristeza!
Todos nós sabemos que existiram os gulagues, que Estaline mandou matar ou consentiu na morte de cerca de vinte milhões de pessoas.
E não será continuando a pregar que tudo isso é mentira, que nunca aconteceu,
não será, por esse caminho, que PCP e seus militantes contribuirão para o crescimento, reforço e afirmação da esquerda.
É triste ver uma jovem militante, uma nova deputada do PCP -responsabilidade acrescentada- optar pela cegueira.
No Livro da Sabedoria, deuterocanónico atribuído a Salomão e escrito, provavelmente, na Alexandria do Século I a. C., diz-se:
‘boca que mente mata a alma’.
E, se não bastassem já à Rússia as Almas Mortas, de Gogol, Estaline acrescentou-lhe as que lançou na vala comum e na Sibéria.
O trabalho da juventude, das novas gerações que despontam, é evitar o genocídio: a matança de almas, que por aí vai, pela mão do neocapitalismo e dos fundamentalismos de outras espécies (porque neocapitalistas e neoliberalistas são também fundamentalistas: fundamentalmente, querem chupar a alma de cada um e substituir-lhe as pilhas das novas máquinas, ex-homens, dos novos escravos...).
Acredito que Rita Rato não mentiu, voluntariamente; repetiu, tinha-a no ouvido, uma das tais mentiras-verdades que apontei acima.
Sem comentários:
Enviar um comentário