
‘La vida es sueño’, dizia e escreveu Calderón de la Barca.
E a vida seria insuportável, monstruosa, obscena, se o não fosse. Outro grande de Espanha, Ramón José Sender, chama, a essa realidade desvirtuada (a vida capada, a vida desonhada), ‘el vacío absoluto’.
A vida tem o tamanho da nossa poesia.
Mais do que nunca, é necessário acreditar que há outros mundos –e partir em busca deles, à maneira de Quijote, a cavalo no absoluto que defendemos com a lança das nossas ilusões.
‘Se alguma coisa o desiludiu hoje, iluda-se outra vez!”
E, assim, construirá a vida viva.
Mais do que nunca, porque os coveiros da vida não param: eles assassinam-na e enterram-na, todos os dias. Ergueram o bezerro de oiro, espalharam as cinzas do amor falsificado e sujo de luzes vermelhas, cobriram a terra de objectos inanes, que fedem e deformam. Mataram a pureza.
E, dos tempos em que os homens falavam, aqui lhes trago Branca de Neve e os seus 7 anões, a consagrarem este dia que começa...
Sim, porque Branca de Neve faz 75 anos! Em 1934, Walt Disney inventou-a e deixou-nos um ponto de referência -tão importante, quando os bárbaros apagam todas as luzes-: a nossa infância.
E a vida seria insuportável, monstruosa, obscena, se o não fosse. Outro grande de Espanha, Ramón José Sender, chama, a essa realidade desvirtuada (a vida capada, a vida desonhada), ‘el vacío absoluto’.
A vida tem o tamanho da nossa poesia.
Mais do que nunca, é necessário acreditar que há outros mundos –e partir em busca deles, à maneira de Quijote, a cavalo no absoluto que defendemos com a lança das nossas ilusões.
‘Se alguma coisa o desiludiu hoje, iluda-se outra vez!”
E, assim, construirá a vida viva.
Mais do que nunca, porque os coveiros da vida não param: eles assassinam-na e enterram-na, todos os dias. Ergueram o bezerro de oiro, espalharam as cinzas do amor falsificado e sujo de luzes vermelhas, cobriram a terra de objectos inanes, que fedem e deformam. Mataram a pureza.
E, dos tempos em que os homens falavam, aqui lhes trago Branca de Neve e os seus 7 anões, a consagrarem este dia que começa...
Sim, porque Branca de Neve faz 75 anos! Em 1934, Walt Disney inventou-a e deixou-nos um ponto de referência -tão importante, quando os bárbaros apagam todas as luzes-: a nossa infância.
Uma flor para Branca de Neve.
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