domingo, 18 de outubro de 2009

O dia de hoje: hoje já não é ontem e amanhã muito menos será hoje... o Portugalinho, mina da minoria canibalesca, tende a acabar

...o Zé já não vai na conversa das vacas muito felizes e em orgasmos em série quando os robôs lhes chupam as tetas... essa já não pega...

Interrompi o as férias para trancrever o excelente artigo de Manuel A. Pina, que aí está, abaixo.

A crise não se resolveu, nem vai resolver-se tão depressa e, se calhar, nunca mais voltará o tempo das vacas gordas, em orgasmo com a mordidela do robô, o tempo em que os meninos de oiro da banca e da multinacionais mamavam na teta do povo.

O povo está no osso –e os neocapitalitas, os neocons, os neoliberalistas arriscam-se a partir ao dentes.

Cada vez há menos para roubar.

Mas cada vez há mais miséria, desemprego indignação, revolta.

Ponham-se a pau, os meninos de oiro!

Que ninguém se meta com um homem perdido –e cada vez mais homens acordam perdidos.

E não gostam, sabe, sr. Van Zeller & Cia? Já experimentou ter fome e ver a sua mulher e os seus filhos a pedirem comida e o sr. Van Zeller não ter dinheiro para lhes comprar o pão?

Eu não sei como vai ser o governo de José Sócrates nem se ele poderá fazer-lhe a vontade.

Se poderá encolher-se, perante as suas, do sr. Van Zeller, ameaças ou seguir o seu (dele, Van Zeller) conselho.

Porque pode acontecer que o povo, farto de ser mamado, roído, espoliado –exija e imponha outros caminhos.

Esses mesmos de que o sr. Van Zeller e os seus (dele, Van Zeller) têm um medo que se pelam: os do socialismo, do Estado Social, do Estado Protector, fiscal e etc..

É que hoje já não é ontem e muito menos amanhã será hoje.

O 25 de Abril -por isso tanto o detestam e insultam- abriu caminhos que permitem ao Portugalinho de gatas transformar-se no Portugal de pé.


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