
...é aqui que se irá lutar contra a 'suspensão da democracia'...
É um governo escolhido por José Sócrates.
É um governo que junta pessoas dispostas a colaborarem com Sócrates na realização do seu programa político.
Das suas convicções políticas.
Já aqui o escrevi: José Sócrates tem uma ideia e tenciona lutar por ela.
E acredita, firmemente, nessa ideia.
Ou conseguirá realizá-la ou não conseguirá realizá-la.
Desde o primeiro momento, Sócrates não se mostrou disposto a negociá-la, para lá do limite que considere aceitável.
Para além do ponto em que, negociações e cedências contrariem as suas convicções.
O governo escolhido por José Sócrates corresponde à personalidade de José Sócrates.
É uma escolha coerente.
E a verdade é que votaram em Sócrates o número suficiente de portugueses para que ele tenha sido, legitimamente, convidado a formar governo.
Vamos ver como ele governará.
Em diálogo? Necessariamente em diálogo...
...entre outras desejáveis razões, porque não tem outro remédio.
Mas... que dialogadores encontrará?
Porque, se José Sócrates tem -dá mostras de ter- uma personalidade autoritária, a verdade é que eu não sei o seguinte:
no PS, nos dias em que Sócrates preparou o novo governo, quantos não dificultaram ou impossibilitaram o diálogo porque esperam a queda de Sócrates e a chegada da sua hora, oportunidade (deles, dificultadores ou impossibilitadores)?
Tal qual não sei como irá apresentar-se ao debate o CDS em ascendência e o PSD em esfarelamento,
tal qual não sei como se apresentará ao debate o BE e o PCP...
A crise está aí e para durar. Uma política de esquerda -à esquerda do actual PS- que privilegiasse uma espécie de tese catastrófica... seria uma catástrofe...
E corríamos o risco de acordar nas mãos de ultramontanos e cavaquistas, nas mãos dos que serviriam os interesses da minoria plutocrata e cavariam mais ainda o fosso que esta crise (provocada pela plutocracia selvagem) cavou.
Se eu concordo com as ideias de José Sócrates?
Não, em muitíssimos aspectos não concordo. Mas isso é outra conversa.
O que conta é o dia de hoje..., para que possa haver um dia de amanhã em que um futuro justo e digno para o homem, a solidariedade social, a igualdade, a fraternidade e a liberdade estejam mais perto de se concretizarem.
É um governo que junta pessoas dispostas a colaborarem com Sócrates na realização do seu programa político.
Das suas convicções políticas.
Já aqui o escrevi: José Sócrates tem uma ideia e tenciona lutar por ela.
E acredita, firmemente, nessa ideia.
Ou conseguirá realizá-la ou não conseguirá realizá-la.
Desde o primeiro momento, Sócrates não se mostrou disposto a negociá-la, para lá do limite que considere aceitável.
Para além do ponto em que, negociações e cedências contrariem as suas convicções.
O governo escolhido por José Sócrates corresponde à personalidade de José Sócrates.
É uma escolha coerente.
E a verdade é que votaram em Sócrates o número suficiente de portugueses para que ele tenha sido, legitimamente, convidado a formar governo.
Vamos ver como ele governará.
Em diálogo? Necessariamente em diálogo...
...entre outras desejáveis razões, porque não tem outro remédio.
Mas... que dialogadores encontrará?
Porque, se José Sócrates tem -dá mostras de ter- uma personalidade autoritária, a verdade é que eu não sei o seguinte:
no PS, nos dias em que Sócrates preparou o novo governo, quantos não dificultaram ou impossibilitaram o diálogo porque esperam a queda de Sócrates e a chegada da sua hora, oportunidade (deles, dificultadores ou impossibilitadores)?
Tal qual não sei como irá apresentar-se ao debate o CDS em ascendência e o PSD em esfarelamento,
tal qual não sei como se apresentará ao debate o BE e o PCP...
A crise está aí e para durar. Uma política de esquerda -à esquerda do actual PS- que privilegiasse uma espécie de tese catastrófica... seria uma catástrofe...
E corríamos o risco de acordar nas mãos de ultramontanos e cavaquistas, nas mãos dos que serviriam os interesses da minoria plutocrata e cavariam mais ainda o fosso que esta crise (provocada pela plutocracia selvagem) cavou.
Se eu concordo com as ideias de José Sócrates?
Não, em muitíssimos aspectos não concordo. Mas isso é outra conversa.
O que conta é o dia de hoje..., para que possa haver um dia de amanhã em que um futuro justo e digno para o homem, a solidariedade social, a igualdade, a fraternidade e a liberdade estejam mais perto de se concretizarem.
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