Seremos, sempre, um Portugal dos pequeninos?
Disse, Cavaco, que não lhe disseram nada... e foi ter com os amigos... e, se calhar, desgraçou-nos ainda maisNão sei o que acontecerá hoje. Sei que, se houver mudança, será para pior.
Mais cortes nos vencimentos, nas pensões, o fim da ADSE (falo para os funcionários públicos), a privatização da saúde, o desprezo pelo ensino público.
Não vou atacar ninguém, até absolvo o Coelho, que obedeceu às ordens do "iluminado": o homem de Boliqueime: Cavaco.
Eleições?
Num país falido?
É isso que nos oferece (para nos salvar=enterrar) Cavaco?
Cai-nos destes!...
E o PSD?
Não.
Sinto-me lesado por pessoas que, entre a raiva e a incompetência, me vão dar cabo do que resta deste país infeliz.
Subscrevo inteiramente.
ResponderEliminarJosé M. Oliveira
Caro Amigo:
ResponderEliminarÉ o que nos oferece uma estrutura social que nós, Portugueses, não fomos/somos capazes de mudar, como verdadeiros campeões da estagnação e do desinteresse. Ao reduzir-mos as nossas preocupações apenas ao que está mesmo à frente do nosso nariz, sem olharmos para o que está a dois metros, demonstramos real incapacidade para assumirmos o nosso destino. Não tenhamos ilusões: um país em 50%, ou mais, dos eleitores, não se dá ao trabalho de votar, não conseguirá jamais, encontrar o seu rumo. Os Portugueses, com a "desculpa esfarrapada" do "protesto", demitiram-se, por completo, do seu dever de demonstrar - claramente - o que querem. Apenas por isso, temos como Presidente o homem de Boliqueime, democraticamente eleito com mais de 50% dos votos de menos de 50% dos cidadãos eleitores...
Abraço fraterno
José Pedro
Eu creio que a percentagem de votantes foi de 23% e que Cavaco perdeu 550000 voltos em relação à sua eleição anterior.
ResponderEliminarÉ verdade, meu amigo, mas é exactamente essa questão que pretendo realçar: apesar do menor número real de votos, no candidato Cavaco Silva, ter sido inferior aos votos por ele recebidos na eleição anterior, a percentagem de abstenção "permite" que tenhamos um Presidente eleito por apenas 23% da população. Embora possa compreender o desencanto dos cidadãos, não posso compreender a sua desistência do exercício da cidadania, apenas o podendo entender como mais um sinal da terrível falta de ideais da sociedade actual. O tão exaltado "culto da individualidade" leva os cidadãos a esquecerem que vivem colectivamente e que todos precisam de colaborar para que todo o conjunto funcione - para bem de todos; e que tal facto não os fará perder a sua individualidade, antes pelo contrário, será ainda mais motivadora para a expressão "a solo".
ResponderEliminarManuel Poppe,
ResponderEliminarEu ainda amo o meu país apesar de me entristecer a corrida ao poder, o oportunismo, a mentira e tudo o mais que os tecnocratas políticos fazem.
Deixei-lhe um presente no (IN)Cultura.
Abraço!
José: é rigorosameente certo aquilo que diz!
ResponderEliminarAna, amar o nosso país não se põe em questão.
ResponderEliminarDevemos é condenar, e abertamente, aqueles a que chama, com razão,oportunistas e tecnocratas sem ideologia senão a da chegada ao poder e ao próprio lucro.
Ao reforçamento da minoria privilegiada, à custa da maioria necessitada.