quinta-feira, 24 de março de 2011

E com muitíssima razão!





"Alunos do ensino básico, secundário e superior saem hoje à rua em protesto "

título do Público de hoje


É o seu, deles, direito.


Porque é a vida e o futuro deles que está em jogo.


Esse tem sido o grande falhanço do pós-25 de Abril.


Descurarem os governos o ensino público.


Fecharem, assim, saídas, emprego aos que estudam.


Privarem o País de quadros competentes.


Por impreparação e dificuldades na especialização.


Daí a fila de candidatos à emigração.


“Lá é melhor”, pensam os que nos deixam e levam a sua capacidade de trabalho, a sua ambição, a sua qualidade humana.


Com a saída deles, deita às ortigas o País o dinheiro que investiu, mal -sobretudo, mal- ou bem, neles.


Há milhares de jovens portugueses de malas feitas.


E há milhares de professores a ansiarem por se aposentarem: as condições em que trabalham traem o seu, deles, sonho: aquilo que queriam fazer –o bem que queriam fazer.


Nestas condições, por mais que inventem impostos directos e indirectos,
por mais que arranquem dinheiro ao Zé Povinho -porque ao povo do charuto e dos carros de luxo não tocam-, o nosso País limitar-se-à a fenecer.


A definhar.


A acabar.

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