
"Alunos do ensino básico, secundário e superior saem hoje à rua em protesto "
título do Público de hoje
É o seu, deles, direito.
Porque é a vida e o futuro deles que está em jogo.
Esse tem sido o grande falhanço do pós-25 de Abril.
Descurarem os governos o ensino público.
Fecharem, assim, saídas, emprego aos que estudam.
Privarem o País de quadros competentes.
Por impreparação e dificuldades na especialização.
Daí a fila de candidatos à emigração.
“Lá é melhor”, pensam os que nos deixam e levam a sua capacidade de trabalho, a sua ambição, a sua qualidade humana.
Com a saída deles, deita às ortigas o País o dinheiro que investiu, mal -sobretudo, mal- ou bem, neles.
Há milhares de jovens portugueses de malas feitas.
E há milhares de professores a ansiarem por se aposentarem: as condições em que trabalham traem o seu, deles, sonho: aquilo que queriam fazer –o bem que queriam fazer.
Nestas condições, por mais que inventem impostos directos e indirectos,
por mais que arranquem dinheiro ao Zé Povinho -porque ao povo do charuto e dos carros de luxo não tocam-, o nosso País limitar-se-à a fenecer.
por mais que arranquem dinheiro ao Zé Povinho -porque ao povo do charuto e dos carros de luxo não tocam-, o nosso País limitar-se-à a fenecer.
A definhar.
A acabar.
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