domingo, 13 de março de 2011

In memorim II



Minhas queridas amigas,


Isabel e Ana,


Aldo é um grande pintor.


Isabel, era um homem que amava e ia andando na vida, com a generosidade justa de quem espera uma carícia, de quem tem tanto dentro e ninguém vê, o mundo, tudo, o que, na sinceridade, se quer dar, e é o tesouro.



Ana, amiga que vens de Roma, que tanto amaste e tanto deixaste atrás de ti, um dia hás-de voltar, ele era um homem que queria saber e queria ser amado e compreendido,


ele queria que Deus, o que tinha, o recebesse.


As duas sabem o que isso quer dizer.


As minhas duas amigas, do nosso temp0, lembram-se de quando era amizade?, agora, neste tempo podre em que a saudação morreu, por pobreza de alma...


Conheci as suas companheiras. As do "Aldon", quase dois metros, e inclinado, com a beata na mão e, por trás dos óculos, a ternura.


As namoradas dele!


Eram lindas mulheres.


Como merecia. Precisava tanto!


Na solidão.


E lá ia ele, á procura.


Do quê?


Do que existe, mas está sempre além.

12 comentários:

  1. A procura própria das almas inquietas, atormentadas...
    Fiquei comovida com este seu post.
    Isabel

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  2. Manuel Poppe,
    Esta tela que colocou de Zari é a mais bonita de todas as que colocou.
    Fiz o exercício de o comparar com Tiziano, acho que estou quase a perceber:
    as cores, os temas?
    "Do que existe, mas está sempre além". É a inquietude permanente... conheço.
    Obrigada por estas memórias!

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  3. Isabel, eu sei que me compreende. nE o nosso Aldo? Um beijo do coração.

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  4. Querida Ana,
    Humildemente, o Aldo respeitava no Tiziano a entrega. A vida inteira. Muitas, muitas vezes, a caminho de Burano, o vaporeto apanhava-se adiante, passámos pela casa de Tiziano... e eu percebi: o Aldo nunca pensou em ser como ele: mas seguia um mestre: de sacrifício, de vida oferecida.

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  5. Isabel,

    Sei que sabe o que é uma vida oferecida.

    Admiro-a... gosto muito de si,alma boa, pura e generosa.

    Um xi-coração,

    Manuel

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  6. Manuel
    Sem querer, você obrigou-me a gostar de Aldo Mori.
    Já gosto dele! E porquê? Porque você valoriza os amigos. Você tem o dom de ver para além do normal. Você não é amigo por ser, é amigo de quem o merece e de quem o merece a si, ou, é bom tê-lo como amigo, você não foge, está presente, defende.
    Você, tenta não deixar morrer quem acha que não merece.
    E isto, é tudo.

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  7. Manuel
    comoveu-me outra vez.
    Obrigada pela sua amizade preciosa.
    Espero continuar a ser merecedora dela.
    Um beijo
    Isabel

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  8. Meu amigo,
    O que me diz emociona-me e, no entanto, é o que devemos fazer: um amigo é um tesouro.

    E, talvez, a amizade nos revele aquilo que em todos nós espera: que nos respeitem e, em nós, recuperem o bem que a brutalidade do egoísmo dos outros, a violência de um quotidiano sufoca em nós.

    A amizade é a libertação. E um homem livre, tal qual é, e tão rico sempre é!, é o milagre de Deus e da Vida.

    É bom amar –e amar é compreender, e nada há a perdoar porque a criança que fomos, e escondemos dentro de nós, não é culpada de nada.

    O Aldo Zari é um grande pintor. Era um homem muito bom. Um amigo extraordinário. Deu-me muito, ensinou-me muito. Sabia tudo de mim, como eu sei tudo dele. E isso era a Amizade. O nosso abraço.

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  9. Isabel, a minha Amizade por si tem uma qualidade é sincera e verdadeira. E acrescente: o meu respeito por si.

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  10. Desculpe, enganei-me, estou chateado, não gosto de ter estes enganos.
    Sei que entendeu o conteúdo. No meu comentário, referia-me a ALDO ZARI e escrevi Aldo Mori.
    Agradeço considere esta correcção. Obrigado.

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  11. Entendi imediatamente. Não tem importância. O que queria dizer ficou lá dito. Um abraço forte.

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