
Minhas queridas amigas,
Isabel e Ana,
Aldo é um grande pintor.
Isabel, era um homem que amava e ia andando na vida, com a generosidade justa de quem espera uma carícia, de quem tem tanto dentro e ninguém vê, o mundo, tudo, o que, na sinceridade, se quer dar, e é o tesouro.
Ana, amiga que vens de Roma, que tanto amaste e tanto deixaste atrás de ti, um dia hás-de voltar, ele era um homem que queria saber e queria ser amado e compreendido,
ele queria que Deus, o que tinha, o recebesse.
As duas sabem o que isso quer dizer.
As minhas duas amigas, do nosso temp0, lembram-se de quando era amizade?, agora, neste tempo podre em que a saudação morreu, por pobreza de alma...
Conheci as suas companheiras. As do "Aldon", quase dois metros, e inclinado, com a beata na mão e, por trás dos óculos, a ternura.
As namoradas dele!
Eram lindas mulheres.
Como merecia. Precisava tanto!
Na solidão.
E lá ia ele, á procura.
Do quê?
Do que existe, mas está sempre além.
A procura própria das almas inquietas, atormentadas...
ResponderEliminarFiquei comovida com este seu post.
Isabel
Manuel Poppe,
ResponderEliminarEsta tela que colocou de Zari é a mais bonita de todas as que colocou.
Fiz o exercício de o comparar com Tiziano, acho que estou quase a perceber:
as cores, os temas?
"Do que existe, mas está sempre além". É a inquietude permanente... conheço.
Obrigada por estas memórias!
Isabel, eu sei que me compreende. nE o nosso Aldo? Um beijo do coração.
ResponderEliminarQuerida Ana,
ResponderEliminarHumildemente, o Aldo respeitava no Tiziano a entrega. A vida inteira. Muitas, muitas vezes, a caminho de Burano, o vaporeto apanhava-se adiante, passámos pela casa de Tiziano... e eu percebi: o Aldo nunca pensou em ser como ele: mas seguia um mestre: de sacrifício, de vida oferecida.
Isabel,
ResponderEliminarSei que sabe o que é uma vida oferecida.
Admiro-a... gosto muito de si,alma boa, pura e generosa.
Um xi-coração,
Manuel
Manuel
ResponderEliminarSem querer, você obrigou-me a gostar de Aldo Mori.
Já gosto dele! E porquê? Porque você valoriza os amigos. Você tem o dom de ver para além do normal. Você não é amigo por ser, é amigo de quem o merece e de quem o merece a si, ou, é bom tê-lo como amigo, você não foge, está presente, defende.
Você, tenta não deixar morrer quem acha que não merece.
E isto, é tudo.
Manuel
ResponderEliminarcomoveu-me outra vez.
Obrigada pela sua amizade preciosa.
Espero continuar a ser merecedora dela.
Um beijo
Isabel
Meu amigo,
ResponderEliminarO que me diz emociona-me e, no entanto, é o que devemos fazer: um amigo é um tesouro.
E, talvez, a amizade nos revele aquilo que em todos nós espera: que nos respeitem e, em nós, recuperem o bem que a brutalidade do egoísmo dos outros, a violência de um quotidiano sufoca em nós.
A amizade é a libertação. E um homem livre, tal qual é, e tão rico sempre é!, é o milagre de Deus e da Vida.
É bom amar –e amar é compreender, e nada há a perdoar porque a criança que fomos, e escondemos dentro de nós, não é culpada de nada.
O Aldo Zari é um grande pintor. Era um homem muito bom. Um amigo extraordinário. Deu-me muito, ensinou-me muito. Sabia tudo de mim, como eu sei tudo dele. E isso era a Amizade. O nosso abraço.
Isabel, a minha Amizade por si tem uma qualidade é sincera e verdadeira. E acrescente: o meu respeito por si.
ResponderEliminarDesculpe, enganei-me, estou chateado, não gosto de ter estes enganos.
ResponderEliminarSei que entendeu o conteúdo. No meu comentário, referia-me a ALDO ZARI e escrevi Aldo Mori.
Agradeço considere esta correcção. Obrigado.
Entendi imediatamente. Não tem importância. O que queria dizer ficou lá dito. Um abraço forte.
ResponderEliminarObrigada.
ResponderEliminarIsabel