As eleições evitáveis, que nos custarão os olhos da cara e resultam da ganância irresponsávelContinuo sem saber –aliás, ninguém sabe- como acabará a crise política, no nosso país.
Uma única coisa parece certa: a dissolução da Assembleia e eleições antecipadas, lá para Junho.
O pedido de demissão de José Sócrates fica a dever-se ao voto contra o PEC IV, que uniu todos os partidos, à direita e à esquerda do PS, com representação parlamentar.
O BE, o PCP e o PV chumbaram o PEC IV, por, dizem eles, coerência ideológica.
O PSD e o CDS-PP, salta aos olhos que o fizeran por ganância política, fome de poder.
PSD e CDS-PP esperam conquistar, nas próximas eleições, os votos suficientes para serem chamados a governar, com a benção de Belém.
E nada mais os moveu e move.
Nada mais porque, a governarem o PSD em coligação com o CDS-PP, não optarão por uma poltica económica diferente daquela a que apontava o PEC IV e mais capaz de nos tirar do buraco onde nos encontramos–antes pelo contrário,
certamente, optarão por uma política destinada a desmantelar o Estado Social, o Estado Protector,
numa atitude implacável e essencialmente neo-liberal.
Porque, não me venham com essa!, não governariam melhor do que Sócrates, ou à maneira de Sócrates, com mais capacidade.
A governarem, governarão segundo a cartilha do neo-capitalismo, que nos levou à maior crise económica mundial dos últimos cem anos.
E, graças àqueles que estão à esquerda do PS, por -talvez- excesso de ortodoxia e reafirmação da “tese catastrófica” (“quanto pior, melhor, o povo perceberá, finalmente, que tem de ir connosco”),
e, graças aqueles que estão à direita do PS, por mera fome de poder, de conquista dos lugares de governo,
vamos estar quase três meses sem governo.
Já nas lonas, vamos atirar pela janela milhões de euros, que sustentarão as evitáveis eleições antecipadas.
Quem pagará esses milhões?
Já sabemos muito bem quem os pagará:
os mais fracos, os mais pobres, os mais necessitados
Que é sobre esses que recaiem, sistematicamente, os impostos e a obrigação de recuperar a banca abalada e o capital,
a obrigação de nos sacrificarmos para ajudar a recompor-se a minoria de privilegiados, que nos vai sugando o sangue.
De acordíssimo!
ResponderEliminarNão há milagres, como "eles" dizem, nem a salvação "miraculosa" vem do "bouquet": CDS/PP & PSD & Cª !
"Mò vediamo...", como dizem em Roma.