
Knut, estrela do Jardim Zoológico de Berlim, morreu, inesperada e provavelmente, de solidão. O seu lugar não era ali. Não lhe bastavam os aplausos e os sorrisos daqueles que o vinham admirar. Não nascera para ser artista de circo. Ou para ser condenado a divertir, dentro de um espaço fechado, os visitantes do Zoo de Berlim. O seu destino era ser livre, como o de todos os animais, inclusive o animal homem. Nunca gostei de ver pássaros em gaiolas, cães presos por cadeias, homens algemados, gado conduzido à tortura e à matança, nas touradas. E pergunto-me se temos o direito de construirmos jardins zoológicos. Se temos o direito de usar o nosso poder para escravizar o outro, seja ele qual for.
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