A cavacal figura...A cavacal figura trouxe,ontem, a São Bento a oratória trágicómica do Júlio de Matos...
...ou a mensagem daqueles que, pelas aldeias, anunciam a chegada das grandes catástrofes e o regresso de Cristo: os dementes mansos.
Porém, na cavacal expressão, em que fervia o turbilhão da alucinação e do espasmo, além da comédia das tragédias inconsequentes, não havia a docilidade dos simples inocentes.
Havia a determinação perigosa dos megalómanos já incapazes de reconhecerem os próprios limites.
Dos que não perdoam àqueles que lhos apontam.
Dos ressentidos.
Dos vingativos.
Dos irresponsáveis.
Um homem que ganhou eleições em que votou 23,3 % do eleitorado,
que perdeu 550.000 votos, em relação à votação de 5 anos antes,
vem, anunciar, perdão, vem ordenar, vem querer impor “a boa nova”?!
Um homem inculto, incapaz de diálogo, ignorante dos valores da democracia, praticante de uma linguagem populista, um homem mentalmente do tempo da maria cachucha, um homem com cem anos de atraso,
vem dirigir-se ao povo, que continua a pagar as asneiras do seu longuíssimo mandato como 1º ministro, dez anos?
Vem querer falar aos jovens?!
Mas que jovens o podem entender?!
Mas que povo o pode entender?!
Nem o povo, nem os jovens são já os dos anos vinte do século passado...
E a cavacal figura não falou onde devia ter falado -e fala sempre-; falou na Assembleia de República, não falou na Travessa do Fala Só.
Pobre Portugal que tais figuras tem!
Sem comentários:
Enviar um comentário