Esmalte sobre tela, 2001, de Emanuela Ficotto, Museo Nuovo Rinascimento, VenezaOiro, incenso e rosas e oiro
as sombras circulam o crepúsculo desce
Sentado no seu trono especioso o príncipe
medita dilemático sobre o peito em pétalas
e a noite povoada de luas no interior do palácio
assiste reverente e súbdita
o vulto da música é o vulto de Wagner
o poeta furta o fogo antes de Arthur Rimbaud
Litúrgico, Luís da Baviera caminha ao longo do sono
é deus louco ou duende?
todo o invisível está liberto
ecoam sons de alumínio em gargantas de lírio
António Barahona da Fonseca in Poemas e Pedras, 1962
as sombras circulam o crepúsculo desce
Sentado no seu trono especioso o príncipe
medita dilemático sobre o peito em pétalas
e a noite povoada de luas no interior do palácio
assiste reverente e súbdita
o vulto da música é o vulto de Wagner
o poeta furta o fogo antes de Arthur Rimbaud
Litúrgico, Luís da Baviera caminha ao longo do sono
é deus louco ou duende?
todo o invisível está liberto
ecoam sons de alumínio em gargantas de lírio
António Barahona da Fonseca in Poemas e Pedras, 1962
Poema lindíssimo associado a uma tela igualmente bela.
ResponderEliminarVisitei o Museo Nuovo Rinascimento e gostei da viagem virtual.
Muito obrigada pela mais-valia!
Ana, fico muito feliz por saber que lhe abri algumas portas de Veneza.
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