segunda-feira, 28 de março de 2011

As duas mulheres de Malcolm Lowry

Jan Gabrial



Margerie Bonner

2 comentários:

  1. A dualidade faz um pouco de impressão. Porque é que colocou sem texto?
    O amor pode não ser eterno e não é eterno. Mas só se pode amar uma pessoa de cada vez, não acha?
    Tenho pensado nisto desde que colocou um texto de Aldo Zari.
    Como eu gostava de comprrender estas coisas.
    A mente humana é tão difícil de compreender. Gostava tanto de ter essa sapiência.

    ResponderEliminar
  2. O que eu teria a dizer seria uma longa história.

    Li, consultei, três livros, importantes (vou publicar um post a nomeá-los): biografia e correspondência de Lowry e um livrinho de Jan Gabrial sobre ele.

    Tenho, para mim, que Jan foi o grande amor da vida de Lowry.

    Mas Jan afastou-se: não era fácil viver com Lowry.

    Jan não aguentou.

    Alcoólico, instável, violento, não era uma pessoa que trouxesse consigo tranquilidade e serenidade.

    A segunda mulher, mais velha do que ele, conseguiu sobreviver à instabilidade e descontinuidade de Lowry e acompanhou-o, até ao fim.

    E ninguém sabe, exactamente como morre Lowry, mas sabe-se que a sua relação com Margie foi quezilenta.

    Nem sempre vivemos com as pessoas que amamos e, no entanto, elas podem ser-nos necessárias.

    ResponderEliminar