Algures, na velha Atenas e há mais de dois mil anos, recebeu o filósofo Sócrates, condenado pelo governo da cidade e a poucas horas de beber o cálice de cicuta que o vitimaria, um tocador de harpa. Ouviu a sua música e comentou:
-Que linda, que bela ária... Ensinas-me a tocá-la?
Surpreendido, um dos amigos que o rodeavam, perguntou:
-Para quê, Sócrates? Por que queres aprender, se vais morrer daqui a pouco?
-Para quê? Porque não quero morrer sem saber tocar essa peça maravilhosa...
A fábula diz o que escreveu Sebastião da Gama: “Pelo Sonho (pelo Espírito) é que vamos”
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