sexta-feira, 13 de março de 2009

O dia de hoje...


Talvez deva repetir um trecho do “El Pais”, que por aqui andou, há dois dias. É que ele desapareceu da circulação –e isso, creio, porque carreguei na tecla errada e sou um principiante em blogs... Ora dizia: ‘El reformismo no consiste en hacer cosas revolucionarias lentamente, sino en abordar com urgencia lo que es urgente y con calma lo que no lo es’. O editorialista espanhol pensava em Obama e nas suas recentes decisões, a saber e por exemplo: o financiamento público da investigação das células mãe embrionárias, o alargamento do sistema de saúde (nos USA, 47 milhões de pesssoas não são abrangidas por esse serviço). O que acontece é que Obama cumpriu promessas eleitorais. Ora -sublinhava eu- aproximam-se três actos eleitorais, cá por casa: as europeias, as autárquicas e as legislativas. Tempo, pois, de ver quem cumpriu ou não cumpriu promessas e votar conforme a verdade das palavras dadas. Na fantochada das vias de governo, agitou-se (e pifou, desastrosamente) a chamada terceira via, que o trabalhista inglês Blair pôs em cima da mesa, para disfarçar a sua entrega ao neo-liberalismo e a aceitação do que estava e que deu no que está: a maior crise económica e social, desde 1929. A terceira via, o também intitulado socialismo reformista são as grandes máscaras de uma grande hipocrisia que aumentou pobreza e miséria e continuou a encher a barriga aos eternos (?) plutocratas.

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