Umas palavras sobre um admirável pintor esquecido: Manuel Barrias, que viveu, em Portalegre, nos meados do séc. XX e de quem quase ninguém se lembra. José Régio, que de Arte sabia, escreveu, em 1947, a seu propósito: “um dos casos mais sérios da nossa pintura moderna”. Hoje, a falar-se dele é apenas para lembrar que foi mestre-mentor de outro grande artista, Manuel D’ Assumpção. A fama é assim. As partituras de Vivaldi, o maravilhoso músico barroco, estiveram fechadas, numa gaveta, em Viena, durante 200 anos. Caravaggio -outro grande pintor, esse do séc. XVI/XVII italiano- andou pelos depósitos de museus. A Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa valeram o bom gosto, o entusiasmo e a generosidade dos homens da revista presença. Irene Lisboa e Graça Pina de Morais vivem no limbo. Agora e ainda, acerca de Manuel Barrias: onde andam os amadores de pintura ou os críticos capazes de o arrancarem ao injustíssimo silêncio?
domingo, 29 de março de 2009
O dia de hoje...
Umas palavras sobre um admirável pintor esquecido: Manuel Barrias, que viveu, em Portalegre, nos meados do séc. XX e de quem quase ninguém se lembra. José Régio, que de Arte sabia, escreveu, em 1947, a seu propósito: “um dos casos mais sérios da nossa pintura moderna”. Hoje, a falar-se dele é apenas para lembrar que foi mestre-mentor de outro grande artista, Manuel D’ Assumpção. A fama é assim. As partituras de Vivaldi, o maravilhoso músico barroco, estiveram fechadas, numa gaveta, em Viena, durante 200 anos. Caravaggio -outro grande pintor, esse do séc. XVI/XVII italiano- andou pelos depósitos de museus. A Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa valeram o bom gosto, o entusiasmo e a generosidade dos homens da revista presença. Irene Lisboa e Graça Pina de Morais vivem no limbo. Agora e ainda, acerca de Manuel Barrias: onde andam os amadores de pintura ou os críticos capazes de o arrancarem ao injustíssimo silêncio?
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