O ministro Teixeira dos Santos manifestou preocupação: o risco de tensões sociais. Acordou tarde: elas já existem há muito e este governo agudizou-as. A asneira tem consequências, tem um preço. Basta olhar para o que este governo fez: deu cabo do ensino; baralhou e paralisou o serviço nacional de saúde; pôs de gatas o funcionalismo público; congelou, quando não diminuiu, o poder de compra; aumentou o desemprego; empurrou centenas de milhares de portugueses para a emigração. Queriam rosas? Palmas? Vivas? Isso só organizado, com autocarros e almoços pagos, á maneira do antigo regime. Receiam que aconteça aqui o que vem acontecendo na França e na Grécia? Esquecem que, em democracia, se aprende o direito de reivindicar o que ao cidadão é devido: ensino a sério, saúde a sério, trabalho a sério –entre outras coisas. E que as reivindicações podem exagerar e escapar ao controle. A coroar as tristes afirmações e justificando, julgo, medidas governamentais, o ministro Teixeira explica: “Isto não é ideologia... é pura economia”. Que este governo não tem a ideologia alardeada -socialista- já o sabíamos; mas que exista “economia pura”, sem cheiro de ideologia por trás, parece tão inconcebível como quererem convencer-nos que o Sol gira à volta da Terra. Ou será que este governo admira a Inquisição, que condenou Galileu?... É preciso ter lata! E o Zé a apertar o cinto...
terça-feira, 31 de março de 2009
As consequências das asneiras
O ministro Teixeira dos Santos manifestou preocupação: o risco de tensões sociais. Acordou tarde: elas já existem há muito e este governo agudizou-as. A asneira tem consequências, tem um preço. Basta olhar para o que este governo fez: deu cabo do ensino; baralhou e paralisou o serviço nacional de saúde; pôs de gatas o funcionalismo público; congelou, quando não diminuiu, o poder de compra; aumentou o desemprego; empurrou centenas de milhares de portugueses para a emigração. Queriam rosas? Palmas? Vivas? Isso só organizado, com autocarros e almoços pagos, á maneira do antigo regime. Receiam que aconteça aqui o que vem acontecendo na França e na Grécia? Esquecem que, em democracia, se aprende o direito de reivindicar o que ao cidadão é devido: ensino a sério, saúde a sério, trabalho a sério –entre outras coisas. E que as reivindicações podem exagerar e escapar ao controle. A coroar as tristes afirmações e justificando, julgo, medidas governamentais, o ministro Teixeira explica: “Isto não é ideologia... é pura economia”. Que este governo não tem a ideologia alardeada -socialista- já o sabíamos; mas que exista “economia pura”, sem cheiro de ideologia por trás, parece tão inconcebível como quererem convencer-nos que o Sol gira à volta da Terra. Ou será que este governo admira a Inquisição, que condenou Galileu?... É preciso ter lata! E o Zé a apertar o cinto...
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