domingo, 19 de setembro de 2010

O Estado não é social? É a teta do capital?


...esta mulher está a roubar o Estado?...


Ana Paula Correia assina, hoje, um interessante artigo, no Jornal de Notícias, que intitula: 'O que define o Estado Social?’ –e ela própria o caracteriza, pertinentemente, nesta frase: ‘É o alicerce nº 1 da cultura europeia’.

Acompanham o texto, frases que, pelo que revelam ou escondem, vale a pena espreitar.

Destaco e sublinho a lucidez de Manuela Silva cuja personalidade superior admiro e respeito muito:

‘Há uma ameaça sobre o Estado social por interesses do capital privado. O caso mais flagrante é no sector da saúde.’

E transcrevo o disparate desbocado de Juan Mozzicafredo, sociólogo:

‘Não podemos continuar com um modelo de dar dinheiro a toda a toda gente, sem que haja uma retribuição por parte de quem recebe apoio.’

Poupo aos amigos as baboseiras de Bagão Félix, espécie de patinho feio que andou a remexer desgraçadamente em coisas sociais, nalguns governos neoliberalíssimos.

Ao Mozzicafredo respondo:

quem tem de retribuir ao Estado -que somos todos nós!-, e para bem da segurança social e da sociedade,

pagando os impostos correspondentes ao que acumula/rouba diariamente,

quem tem de pagar e retribuir/devolver parte dos lucros/roubos

é quem enriquece à custa do zé povinho,

zé povinho que muito gostaria de pagar os impostos justos,

se arranjasse trabalho,

mas trabalhasse até idade em que ainda pudesse aproveitar o resto de vida,

isto é: se conseguisse trabalhar sem estar condenado a morrer no trabalho, estafado, sugado, esgotado...

Roubado.

Porque na lenglenga das reformas da segurança social, que desacredita o Estado Social -alicerec nº1 da cultura europeia- rabeia, mal escondida, a vontade de alargar o tempo de trabalho até ao dia de São Nunca Mais, a extinção das folgas, a laicização dos domingos & etc...

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