...sim, hoje já é um novo dia e amanhã será outro, novo, diferente... se quisermos......ainda sobre Fidel de Castro e a revolução cubana; as esperanças havidas em 1959; o derrapar para o totalitarismo e as desilusões; as perseguições e as prisões; a morte (ou assassinato) do dissidente Zapata Tamayo, algures, em Havana...
...tudo isso, em seguida ao falhanço, ao desastre do regime soviético;
...tudo isso enquanto os partidos comunistas que sobrevivem não conseguem libertar-se da raiz estalinista...
E depois?
Quantos anos conta isso tudo? Cem? Nem chega... E se chegasse, ultrapassasse? Se fossem duzentos, trezentos, quinhentos? Mil?
O que significam mil anos na História da humanidade?
Alguma coisa significam..., é certo –e pela negativa, naquilo que diz respeito às relações sociais, aos regimes políticos, às relações humanas....
Há mais, muito mais de mil anos que o homem é perseguido, subjugado, explorado por uma minoria.
Há mais de mil anos que o homem sofre as consequências de totalitarismos.
Agora, embandeiram em arco os totalitaristas disfarçados de liberais (e o que são o capitalismo, o liberalismo, o neo-capitalismo, o neo-liberalismo senão desastrosas e criminosas novas formas de totalitarismo, desigualdade social, neo-escravatura, exploração do homem por um bando de homens?),
Festejam a morte (assassinato) de Zapata Tamayo, não a lamentam –porque a consideram mais um argumento a justificar os crimes que eles, falsos carpideiros, Judas-banqueiros, querem perpetuar, porque a consideram mais uma acha para a fogueira onde nos grelham a fogo lento mas cada vez mais apressado: a mundialização, a globalização, o enforcamento do Indivíduo, da Pessoa, o garrote que aperta, sufoca a iniciativa de cada um... que destrói qualquer contrato social digno, justo, igualitário...
...lançam foguetes os que nos atiraram para a crise brutal onde lutamos para não morrermos afogados e de cuja crise essa quadrilha de salteadores, tão desonrados que o Zé Telhado os recusaria na sua, recomeça a tirar milhões... dos nossos bolsos esfarrapados, vazios... da nossa carne de desossados, que nos chuparam até ao tutano...
E pensam que podem enterrar, definitivamente, a Esperança.
Não podem: a Esperança é a Vida do Homem.
Em cem anos, um punhado de tentativas falharam. E depois? Baixamos os braços?
Não, amigos: vamos tentar outra vez!
É o mito de Sísifo, o tal de que falaram tantos, de que falou o humaníssimo Albert Camus: Sísifo que empurrava a pedra, montanha acima; e a pedra escorregava; e ele voltava a empurrar; e a pedra escorregava...
Mas, de cada vez, Sísifo, o homem da Esperança, ganhava um centímetro, mais um, mais outro, um metro e mais um metro... Avançava.
Em cem anos, em duzentos, em quinhentos, em mil, em dois mil, com milhões de vítimas pelo meio –o Homem avançou, já não é o mesmo. E amanhã estará ainda mais perto da sua dignidade, da sua liberdade... um metro, depois outro metro, depois outro...
...tudo isso, em seguida ao falhanço, ao desastre do regime soviético;
...tudo isso enquanto os partidos comunistas que sobrevivem não conseguem libertar-se da raiz estalinista...
E depois?
Quantos anos conta isso tudo? Cem? Nem chega... E se chegasse, ultrapassasse? Se fossem duzentos, trezentos, quinhentos? Mil?
O que significam mil anos na História da humanidade?
Alguma coisa significam..., é certo –e pela negativa, naquilo que diz respeito às relações sociais, aos regimes políticos, às relações humanas....
Há mais, muito mais de mil anos que o homem é perseguido, subjugado, explorado por uma minoria.
Há mais de mil anos que o homem sofre as consequências de totalitarismos.
Agora, embandeiram em arco os totalitaristas disfarçados de liberais (e o que são o capitalismo, o liberalismo, o neo-capitalismo, o neo-liberalismo senão desastrosas e criminosas novas formas de totalitarismo, desigualdade social, neo-escravatura, exploração do homem por um bando de homens?),
Festejam a morte (assassinato) de Zapata Tamayo, não a lamentam –porque a consideram mais um argumento a justificar os crimes que eles, falsos carpideiros, Judas-banqueiros, querem perpetuar, porque a consideram mais uma acha para a fogueira onde nos grelham a fogo lento mas cada vez mais apressado: a mundialização, a globalização, o enforcamento do Indivíduo, da Pessoa, o garrote que aperta, sufoca a iniciativa de cada um... que destrói qualquer contrato social digno, justo, igualitário...
...lançam foguetes os que nos atiraram para a crise brutal onde lutamos para não morrermos afogados e de cuja crise essa quadrilha de salteadores, tão desonrados que o Zé Telhado os recusaria na sua, recomeça a tirar milhões... dos nossos bolsos esfarrapados, vazios... da nossa carne de desossados, que nos chuparam até ao tutano...
E pensam que podem enterrar, definitivamente, a Esperança.
Não podem: a Esperança é a Vida do Homem.
Em cem anos, um punhado de tentativas falharam. E depois? Baixamos os braços?
Não, amigos: vamos tentar outra vez!
É o mito de Sísifo, o tal de que falaram tantos, de que falou o humaníssimo Albert Camus: Sísifo que empurrava a pedra, montanha acima; e a pedra escorregava; e ele voltava a empurrar; e a pedra escorregava...
Mas, de cada vez, Sísifo, o homem da Esperança, ganhava um centímetro, mais um, mais outro, um metro e mais um metro... Avançava.
Em cem anos, em duzentos, em quinhentos, em mil, em dois mil, com milhões de vítimas pelo meio –o Homem avançou, já não é o mesmo. E amanhã estará ainda mais perto da sua dignidade, da sua liberdade... um metro, depois outro metro, depois outro...
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