Giordano Bruno, 1548-1600
Pier Paolo Pasolini, 1922-1975O Campo dè Fiori, em Roma, é um lugar especial –de mártires e de homens livres. Dos que recusam a resignação, o rebanho, o conformismo e daqueles que se atrevem a denunciar a iniquidade, a hipocrisia, a morte em vida. Daqueles que preferem morrer a viver mortos.
Há 410 anos -hoje precisamente (lembra-o Francisco José Viegas, no seu ‘blog’ do Correio da Manhã)-, a Inquisição mandou queimar Giordano Bruno, por herético: pusera em questão os dogmas, reclamara a inteligência e a poesia da imaginação criadora.
Em 2 de Novembro de 1975, Pier Paolo Pasolini foi assassinado por razões semelhantes e por sicários até agora desconhecidos. O seu enterro passou pelo Campo Dè Fiori e junto à estátua de Giordano Bruno foi lido o seu elogio fúnebre.
Nem um nem outro se sacrificaram em vão. Fizeram avançar o mundo, salvaram a Esperança.
No fim e ao cabo, nunca nada fica como dantes.
Há 410 anos -hoje precisamente (lembra-o Francisco José Viegas, no seu ‘blog’ do Correio da Manhã)-, a Inquisição mandou queimar Giordano Bruno, por herético: pusera em questão os dogmas, reclamara a inteligência e a poesia da imaginação criadora.
Em 2 de Novembro de 1975, Pier Paolo Pasolini foi assassinado por razões semelhantes e por sicários até agora desconhecidos. O seu enterro passou pelo Campo Dè Fiori e junto à estátua de Giordano Bruno foi lido o seu elogio fúnebre.
Nem um nem outro se sacrificaram em vão. Fizeram avançar o mundo, salvaram a Esperança.
No fim e ao cabo, nunca nada fica como dantes.
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