'O pomar", óleo de Pierre Bonnard (1867-1947)Sol
Não fora a terapêutica do sol
E um cavar de terra o meu pedaço
Que me prende ao cantar de um rouxinol,
Eu já tinha morrido de cansaço.
Oh! Estética feliz do sol a sol,
Na terra que removo com meu braço,
Ver as plantas crescer, ou me console
Um respirar de rosas pelo espaço!...
Há sorrisos de amor na Natureza
De um cheiro a eternidade, e de beleza,
Que eu penso-a no divino junto a mim
Mas a deusa sorrindo ao que caminha,
Ouvi dizer a uns olhos de velhinha:
“Porventura é aqui algum jardim?”
Afonso Duarte in O anjo da morte e outros poemas
Não fora a terapêutica do sol
E um cavar de terra o meu pedaço
Que me prende ao cantar de um rouxinol,
Eu já tinha morrido de cansaço.
Oh! Estética feliz do sol a sol,
Na terra que removo com meu braço,
Ver as plantas crescer, ou me console
Um respirar de rosas pelo espaço!...
Há sorrisos de amor na Natureza
De um cheiro a eternidade, e de beleza,
Que eu penso-a no divino junto a mim
Mas a deusa sorrindo ao que caminha,
Ouvi dizer a uns olhos de velhinha:
“Porventura é aqui algum jardim?”
Afonso Duarte in O anjo da morte e outros poemas
Belo poema e linda imagem!
ResponderEliminarBela combinação entre as palavras e a imagem.
ResponderEliminarUm abraço!!
Nunca esperei que não compreendese. Fico contente por ter ido ao seu encontro. Não queria outra coisa. No dia 10 de Fevereiro de 2011, estarei em Marvão... o que quer dizer Portalegre... Quem sabe se não vou conhecer a menina mais revolucionária do Alto Alentejo??? Se aceitar, almoçamos onde quiser!
ResponderEliminarBelo soneto, em especial os versos:
ResponderEliminar"Um respirar de rosas pelo espaço!..."
“Porventura é aqui algum jardim?”
O que mais precisamos na vida é um jardim para repousar a vista e cheirar o perfume da natureza!
Boa noite!
Não conhecia o Afonso Duarte? É um grande poeta.
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