quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Meia-hora de tristeza e uma alma caridosa

Um homem esquisito vítima da sua própria incapacidade



Do debate ficaram-me certas expressões e palavras desconexas de um homem enervado, irritado e mal habituado ou incapaz de suportar oposição, críticas ou quem o contradiga.

Já percebeste quem foi, porque só podia ser ele: Cavaco Silva.

Expressões e palavras, assim:


"Melker" (tratava-se da chanceler alemã Merkel)


"do Sarkozy" (tratava-se do Presidente da República francesa)

“direito à fome”

“inventualmente”

“encruzulhada”

Caridosamente, digamos que, na sua total incapacidade de conviver com o discussão democrática, metia os pés pelas mãos.

Se uma pessoa dessas voltar a ser eleito PR, acontece o seguinte:

confirma-se que vivemos num país com 60% de analfabetos,

onde se ignoram os direitos e deveres cívicos,

num país onde predomina o inculto,

o asténico

o indiferente,

o demitido.

Num país onde a exigência da qualidade entrou em coma.

Manuel Alegre distinguiu-se pela boa educação, a paciência e... a caridade de não sublinhar a incoerência do discurso quase delirantemente desconexo do seu adversário.

Decididamente, Manuel Alegre teve pena da triste figura que ali esteve a fazer Cavaco.

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