quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A beleza da terra

'Vénus adormecida', óleo de Giorgione (Giorgio Barbarelli da Castelfranco, 1477-1510)



A páginas tantas do seu Diário, Tolstoi escreveu:


"Não, o mundo não é uma brincadeira, um vale de lágrimas, uma prova, a passagem para um mundo melhor; o mundo é belo, é alegria, e nós devemos contribuir para a sua beleza, a pensar naqueles que nele vivem hoje e naqueles que o habitarão amanhã.”

in La Délivrance de Tolstoi, de Ivan Bounine (L’oeuvre Littéraire, 2010)

5 comentários:

  1. É o mesmo do que dizer, enquanto cá andamos é para aproveitar, numa maneira menos romântica.
    Uma abraço, Manuel

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  2. Simmmmmmmmmmm!

    E bem romântica é essa maneira, Carlota!

    Porque uqre dizer que amamos e acreditamos no INSTANTE!

    Agarre o instante, Carlota!

    Ele não passa duas vezes...

    E, para sempre, só os diamantes, como dizia o autor do Jack Bond!

    Abraços e... instantes muito felizes!

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  3. Corrijo o erro:

    Porque QUER dizer que amamamos e acreditamos no instante.

    E,já agora:

    quer dizer que ainda não começámos a envelhecer:

    que estamos ainda disponíveis para receber as ofertas da vida.

    Um grande escritor norte-americano, que lhe aconselho, Salinger, escreveu:

    'todos nós crescemos, mas alguns limitam-se a envelhecer".

    Bom Natal, cara Carlota!

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  4. O excerto de Tolstoi é belo porque fala na contribuição da beleza para o presente e para o futuro!
    O "carpe diem" ... nem sempre é possível.
    Abraço e Bom Natal!

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  5. A beleza ou, melhor, a nossa percepção da Beleza é, para mim, o grande Misério da vida. O que me faz pensar em que há outros mundos.

    Tem razão, o carpe diem é... uma odisseia.
    Feliz Natal!

    Abraço!

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