" O mundo é do tamanho dos olhos de cada um..." lembra-me Fernando Pessoa. Venho há pouco tempo a este blogue e já o ouvi falar duas vezes desse Famoso Barão. Fiquei curiosa.Fui ler.Imaginava um livro bem maior.O que tenho é um pequeno livrinho daqueles que às vezes vêm com jornais ou revistas.Não sei se tem o texto completo.Mas é apenas um pequeno conto. Gostei.Fiquei com alguma simpatia por aquele barão prepotente que afinal só queria ser amado. Certamente que o conto deve ser muito mais do que isso.Eu é que não sei ver. Isabel
“O Barão” é uma long short story. Para mim, uma obra-prima. Espero que tenha lido a história completa... que não é longa. Do Branquinho da Fonseca, pode ler, também, “Rio Turvo”, mais desenvolvido e outra maravilha. Há uma edição d’O Barão, com ilustrações extraordinárias do Pomar. Sabe? Não creio que o valor de uma obra de arte possa medir-se pelo tamanho. Certos contos do Kawabata -o japonês-, outro Mestre, têm duas, três páginas...
Também acho que o valor duma obra não tem nada a ver com o tamanho.Claro que não. Se o Barão é então um conto, o livro que tenho deve ter a versão completa.Vou ler "O rio Turvo" e se essa edição de que fala com ilustrações de Júlio Pomar estiver disponível, vou tentar encontrá-la. Não leio noutras línguas, só português,mas encontrei na minha estante "O Mago de Lublim" de Singer e "Chá e Amor" de Kawabata ( se calhar as traduções não serão famosoas,mas é o preço a pagar por só saber português. São ambos prémios Nobel.Nunca li nada nem dum nem doutro.Vou ler. Obrigada pelo tempo que me deu. Isabel
Acabei de ler "Chá e Amor"...nem sei bem se gostei... Não é parecido com nada que tenha lido. Tem uma linguagem clara, mas às vezes as conversas dos personagens são tão...enigmáticas? Não consegui deixar de ler e tinha vontade de saber o final. Fiquei com uma sensação de tristeza e de algo inacabado. Já tenho outro deste autor "A beleza e a tristeza".Mas vou dar um tempo... O Barão com ilustrações de Júlio Pomar infelizmente está esgotado. Já tenho alguns dos que recomenda e também tenho muita curiosidade de ler algo seu. Pronto.Só para saber que as suas sugestões não foram em vão.Estou a gostar de descobrir novos autores. Outra vez obrigada pelas sugestões e pelo tempo que lhe roubei. Isabel
Confesso que não li o livro do Kavabata que refere. Ele escreve de uma maneira... inacabada: o meio do tempo... No fim e ao cabo, as coisas não têm, talvez, um "fim"... Isso mesmo sentirá nas suas -dele- histórias curtas: instantes do movimento da vida. Não acha? Coisas minhas? Tenho publicado, no blog, um contarelo, um conto curtíssimo: A Acácia Vermelha. Vou ver se lá transcrevi outro: Com as mãos atadas. São contos que sairam num livro esgotado "Um Inverno em Marraquexe". Transcrevi, também, no blog, reescrito, um longo romance. O Pássaro de Vidro. Dos meus livros só poderá encontrar no mercado "Sombras em Telavive" e a peça "Pedro I". Não me rouba nenhum tempo! É muito agradável e bom falar consigo. Deixo-lhe o meu mail, para tornar mais directo e fácil o nosso diálogo:
manuel.poppe@hotmail.com
Apareça, aqui ou através o mail, quando quiser. Será, sempre, bem vinda!
Nasci em Lisboa. Cresci na Guarda. Vivi em Portugal, Itália, São Tomé e Príncipe, Israel e Marrocos. Escrevi em jornais e revistas. Produzi um programa para a RTP, "O Livro à Procura do Leitor". Publiquei romances, peças de teatro, crónicas, ensaio. Palestrei e conferenciei. Sobretudo, viajei e viajo. No google emcontrará mais...
Tem sim.
ResponderEliminarE cada vez mais ,à medida que fazemos por isso.
Isabel
O mundo é do tamanho dos olhos de cada um... dizia o fabuloso Barão, na genial novela "O Barão", de Branquinho da Fonseca...
ResponderEliminarEsta tela mostra a paz e a beleza que contém ou pode conter o rio da vida!
ResponderEliminar" O mundo é do tamanho dos olhos de cada um..."
ResponderEliminarlembra-me Fernando Pessoa.
Venho há pouco tempo a este blogue e já o ouvi falar duas vezes desse Famoso Barão. Fiquei curiosa.Fui ler.Imaginava um livro bem maior.O que tenho é um pequeno livrinho daqueles que às vezes vêm com jornais ou revistas.Não sei se tem o texto completo.Mas é apenas um pequeno conto.
Gostei.Fiquei com alguma simpatia por aquele barão prepotente que afinal só queria ser amado.
Certamente que o conto deve ser muito mais do que isso.Eu é que não sei ver.
Isabel
“O Barão” é uma long short story. Para mim, uma obra-prima. Espero que tenha lido a história completa... que não é longa. Do Branquinho da Fonseca, pode ler, também, “Rio Turvo”, mais desenvolvido e outra maravilha. Há uma edição d’O Barão, com ilustrações extraordinárias do Pomar. Sabe? Não creio que o valor de uma obra de arte possa medir-se pelo tamanho. Certos contos do Kawabata -o japonês-, outro Mestre, têm duas, três páginas...
ResponderEliminarTambém acho que o valor duma obra não tem nada a ver com o tamanho.Claro que não.
ResponderEliminarSe o Barão é então um conto, o livro que tenho deve ter a versão completa.Vou ler "O rio Turvo" e se essa edição de que fala com ilustrações de Júlio Pomar estiver disponível, vou tentar encontrá-la.
Não leio noutras línguas, só português,mas encontrei na minha estante "O Mago de Lublim" de Singer e "Chá e Amor" de Kawabata ( se calhar as traduções não serão famosoas,mas é o preço a pagar por só saber português. São ambos prémios Nobel.Nunca li nada nem dum nem doutro.Vou ler.
Obrigada pelo tempo que me deu.
Isabel
Não perdi tempo nenhum! Conversei com uma nova amiga! Venha sempre que quiser, é um prazer!
ResponderEliminarHá excelentes traduções em poprtuguês.
Qualquer dos dois livros vale muitíssimo a pena.
Um grande abraço!
Manuel
Acabei de ler "Chá e Amor"...nem sei bem se gostei...
ResponderEliminarNão é parecido com nada que tenha lido.
Tem uma linguagem clara, mas às vezes as conversas dos personagens são tão...enigmáticas?
Não consegui deixar de ler e tinha vontade de saber o final.
Fiquei com uma sensação de tristeza e de algo inacabado.
Já tenho outro deste autor "A beleza e a tristeza".Mas vou dar um tempo...
O Barão com ilustrações de Júlio Pomar infelizmente está esgotado.
Já tenho alguns dos que recomenda e também tenho muita curiosidade de ler algo seu.
Pronto.Só para saber que as suas sugestões não foram em vão.Estou a gostar de descobrir novos autores.
Outra vez obrigada pelas sugestões e pelo tempo que lhe roubei.
Isabel
Confesso que não li o livro do Kavabata que refere. Ele escreve de uma maneira... inacabada: o meio do tempo... No fim e ao cabo, as coisas não têm, talvez, um "fim"... Isso mesmo sentirá nas suas -dele- histórias curtas: instantes do movimento da vida. Não acha?
ResponderEliminarCoisas minhas? Tenho publicado, no blog, um contarelo, um conto curtíssimo: A Acácia Vermelha. Vou ver se lá transcrevi outro: Com as mãos atadas. São contos que sairam num livro esgotado "Um Inverno em Marraquexe". Transcrevi, também, no blog, reescrito, um longo romance. O Pássaro de Vidro. Dos meus livros só poderá encontrar no mercado "Sombras em Telavive" e a peça "Pedro I".
Não me rouba nenhum tempo! É muito agradável e bom falar consigo. Deixo-lhe o meu mail, para tornar mais directo e fácil o nosso diálogo:
manuel.poppe@hotmail.com
Apareça, aqui ou através o mail, quando quiser. Será, sempre, bem vinda!
Sim, Com as mãos atadas está no blog. E deve estar A visita. E, também, Uma mulher da sua idade.
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