Identificaram? O Bairro Alto fica ali ao lado...Soube-o através da minha amiga Alexandra Costa.
O meu Bairro Alto é o dos jornais e dos ardinas.
Trabalhei, no extinto Diário Popular, de 1962 a 1975.
Que saudade!
Aprendi, com mestres de jornalismo mas, para não ferir ninguém, citarei, apenas, um:
Jacinto Baptista, que dirigia o suplemento semanal, Quinta-Feira á Tarde, que era de Cultura e Espectáculos.
O que ele me ensinou!
Era um homem muito inteligente e sensível, culto –um Senhor.
E, já agora, outra figura de artista, que, por ser das artes plásticas, não vai ferir ninguém:
José de Lemos.
Bom, simples, humano e... um grande desenhador.
Pois o meu Bairro Popular era o dos jornais. Do cheiro a sardinha assada e dos pequenos restaurantes sem turistas, das borboletas da noite conviventes, dos gatos nos telhados e as flores à janela...
Por isso, escolhi, a ilustrar esta prosa, a estatuazinha do ardina, que recordo a correr e a apregoar as últimas notícias, as mais sensacionais.
Muitos anos antes, contou-me meu Pai, na morte de Gandhi, em 1948, um ardina, na baixa lisboeta, teve esta frase genial... e que só um ardina poderia inventar:
‘Morreu o rei da fome!”
Parabéns, Bairro Alto!
Sem comentários:
Enviar um comentário