quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O Bairro Alto faz hoje 497 anos!

Identificaram? O Bairro Alto fica ali ao lado...



Soube-o através da minha amiga Alexandra Costa.

O meu Bairro Alto é o dos jornais e dos ardinas.


Trabalhei, no extinto Diário Popular, de 1962 a 1975.


Que saudade!


Aprendi, com mestres de jornalismo mas, para não ferir ninguém, citarei, apenas, um:


Jacinto Baptista, que dirigia o suplemento semanal, Quinta-Feira á Tarde, que era de Cultura e Espectáculos.


O que ele me ensinou!


Era um homem muito inteligente e sensível, culto –um Senhor.


E, já agora, outra figura de artista, que, por ser das artes plásticas, não vai ferir ninguém:


José de Lemos.


Bom, simples, humano e... um grande desenhador.


Pois o meu Bairro Popular era o dos jornais. Do cheiro a sardinha assada e dos pequenos restaurantes sem turistas, das borboletas da noite conviventes, dos gatos nos telhados e as flores à janela...


Por isso, escolhi, a ilustrar esta prosa, a estatuazinha do ardina, que recordo a correr e a apregoar as últimas notícias, as mais sensacionais.


Muitos anos antes, contou-me meu Pai, na morte de Gandhi, em 1948, um ardina, na baixa lisboeta, teve esta frase genial... e que só um ardina poderia inventar:


‘Morreu o rei da fome!”


Parabéns, Bairro Alto!

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