
Quero trazer à festa o meu amigo Aldo Zari.
De onde está, ele que amava Portugal, manda-nos “aquele abraço”.
Recordo-o, numa manifestação do PS e aliados, da qual sairia um PS derrotado.
Recordo-o, com a blusa PS, as barbas, a alegria.
De participar.
De ser Amigo.
Aldo era, como todas as pessoas de bem, um homem à esquerda.
Do quê?
Dos plutocratas, dos mentirosos, dos agiotas.
Aldo era um homem que decidira dar a vida.
À sua verdade.
À sua forma de estar com os outros e ser homem irmão dos homens:
criando.
Morreu pobre. Era o pintor mais pobre de Veneza.
Hoje, quando me sinto feliz por viver a liberdade que me ofereceram no dia 25 de Abril de 1974,
quero trazer este irmão.
No regresso, no comboio, perguntei-lhe:
“-Vamos ganhar, não achas”
E Aldo, de cima dos óculos de caixilho metálico, redondos, disse-me o que me iria fazer bem:
“Vamos”.
Passo a palavra de Aldo: VAMOS GANHAR!
Somos mais verdadeiros do que eles.
Aldo Zari é quase como um velho amigo...
ResponderEliminarIsabel
Que maneira tão bela de recordar o 25 de Abril.
ResponderEliminarAldo Zari estava em Portugal?
Veio a Portugal?
Em Itália o que era politicamente? Embora isto não importe.
Desculpe cortar este cordão e invadir este espaço mas preciso de saber o que era Portugal para ele?
Isabel,
ResponderEliminarO Aldo é O NOSSO AMIGO!
Esteja onde estiver.
Ana,
ResponderEliminarPortugal era, para o Aldo, um lugar onde o tinham reconhecido.
Teve duas exposições:
na Árvore e na Fundação António Almeida,
no Porto.
E tinha amores por aqui.
Para ele, a mulher portuguesa era a mais bonita do mundo.
Obrigada pela explicação. Ele era um homem bonito.
ResponderEliminarA expressão captada pela fotografia é das melhores que tenho visto na expressão humana - sonhador!