segunda-feira, 25 de abril de 2011

Traz outro amigo também...



Quero trazer à festa o meu amigo Aldo Zari.


De onde está, ele que amava Portugal, manda-nos “aquele abraço”.


Recordo-o, numa manifestação do PS e aliados, da qual sairia um PS derrotado.

Recordo-o, com a blusa PS, as barbas, a alegria.

De participar.


De ser Amigo.


Aldo era, como todas as pessoas de bem, um homem à esquerda.


Do quê?


Dos plutocratas, dos mentirosos, dos agiotas.


Aldo era um homem que decidira dar a vida.


À sua verdade.


À sua forma de estar com os outros e ser homem irmão dos homens:


criando.


Morreu pobre. Era o pintor mais pobre de Veneza.


Hoje, quando me sinto feliz por viver a liberdade que me ofereceram no dia 25 de Abril de 1974,


quero trazer este irmão.


No regresso, no comboio, perguntei-lhe:


“-Vamos ganhar, não achas”


E Aldo, de cima dos óculos de caixilho metálico, redondos, disse-me o que me iria fazer bem:


“Vamos”.


Passo a palavra de Aldo: VAMOS GANHAR!


Somos mais verdadeiros do que eles.

5 comentários:

  1. Aldo Zari é quase como um velho amigo...

    Isabel

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  2. Que maneira tão bela de recordar o 25 de Abril.

    Aldo Zari estava em Portugal?
    Veio a Portugal?
    Em Itália o que era politicamente? Embora isto não importe.

    Desculpe cortar este cordão e invadir este espaço mas preciso de saber o que era Portugal para ele?

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  3. Isabel,

    O Aldo é O NOSSO AMIGO!

    Esteja onde estiver.

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  4. Ana,

    Portugal era, para o Aldo, um lugar onde o tinham reconhecido.

    Teve duas exposições:

    na Árvore e na Fundação António Almeida,

    no Porto.

    E tinha amores por aqui.

    Para ele, a mulher portuguesa era a mais bonita do mundo.

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  5. Obrigada pela explicação. Ele era um homem bonito.

    A expressão captada pela fotografia é das melhores que tenho visto na expressão humana - sonhador!

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