segunda-feira, 18 de abril de 2011

A burla

Com força para avançar: basta querer



Falam de nós, assim:

“é um país frágil, produz pouco”.

E fazem-se caros para nos ajudar e aumentam os juros e as penalizações.

Produzimos pouco?

Que novidade!

Na fome de dinheiro dos que chegaram ao governo e de quem lhes pagou para isso, produzir foram duas coisas:

construção civil, grata à Banca dos empréstimos tão simpáticos, que se transformaram em impossíveis, quando a banca se viu em vias de falência: eram só papeis onde havia um número...

e os construtores civis, a construírem no trapézio, sem o saberem.

A outra?

O turismo: volátil sempre, especialmente num país que não é monumental e onde o betão vai dando cabo da paisagem.

Da paisagem: o nosso único bem, na beleza dele, a nossa única particularidade.

E a agricultura? E a pesca? E a indústria?


Não há.

Como podemos ser um país que produz?

A resposta só pode ser uma:

dizendo que não! Exigindo aquilo que é nosso! A terra em que nascemos e AINDA vivemos. E sermos nós a governá-la.

Sem amochar.

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