segunda-feira, 4 de abril de 2011

A poesia é da alma


'Tricana', escultura de Mestre Alves André, inaugurada em 2008, na Escada Quebra Costas, em Coimbra...


No belíssimo trabalho, que vês? A saudade?


Trindade Coelho (1861-1908), além da delicada maravilha que é Os Meus Amores, escreveu um livro sobre a Coimbra mítica..., a Coimbra da sua juventude.... o tempo que não volta.


In Illo Tempore, em 1902.


E de tal maneira agarra o leitor que ele atravessou gerações e gerações e ainda hoje é procurado e saboreado.


No capítulo As Fogueiras de São João, Trindade Coelho recorda os bailes desse dia, que juntavam estudantes, futricas e as lendárias tricanas –a razão de tudo.


E aqui deixo a quadra tão bonita, tão singela, que, transcreve Trindade Coelho, os versos que anunciavam o começar da festa, ditos por uma das lindas bailadeiras, provocadoras, a desafiarem, "qual delas com mais salero":


Que noite serena!


Que lindo luar!


Que linda barquinha


Eu vejo no mar!


E o milagre acontecia.

1 comentário: