'Tricana', escultura de Mestre Alves André, inaugurada em 2008, na Escada Quebra Costas, em Coimbra...No belíssimo trabalho, que vês? A saudade?
Trindade Coelho (1861-1908), além da delicada maravilha que é Os Meus Amores, escreveu um livro sobre a Coimbra mítica..., a Coimbra da sua juventude.... o tempo que não volta.
In Illo Tempore, em 1902.
E de tal maneira agarra o leitor que ele atravessou gerações e gerações e ainda hoje é procurado e saboreado.
No capítulo As Fogueiras de São João, Trindade Coelho recorda os bailes desse dia, que juntavam estudantes, futricas e as lendárias tricanas –a razão de tudo.
E aqui deixo a quadra tão bonita, tão singela, que, transcreve Trindade Coelho, os versos que anunciavam o começar da festa, ditos por uma das lindas bailadeiras, provocadoras, a desafiarem, "qual delas com mais salero":
Que noite serena!
Que lindo luar!
Que linda barquinha
Eu vejo no mar!
E o milagre acontecia.
Lindo, lindo...
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