Um homemAinda que não seja da minha responsabilidade, uma vez que não sou católico...
a polémica por causa da beatificação de João Paulo II, traz-me aqui.
Há, nesse pequenino burburinho, qualquer coisa de futebolístico:
eu sou do Benfica, tu és do Porto, santa era a minha avó, não era a tua.
E a avó dele -diz ele- curou-o de feridas mais vezes do que a minha me curou a mim...
Uma fez mais milagres do que a outra. Uma pôs mais nercuriocromo do que a outra.
Não me lembro de onde li a seguinte frase:
“O que importa é AQUILO QUE TU PODIAS TER FEITO”.
O que estava dentro de ti.
Aquele que tu, realmente, eras.
O acaso e a necessidade propiciaram-me o encontro com João Paulo II, na Igreja dos Portugueses, em Roma.
Eu, entre o público anónimo, ele a celebrar a missa.
Eu, por profissão que me obrigava a estar ali, e por uma imensa curiosidade (o Outro, seja ele qual for, interessou-me, sempre).
Ele, com a sua fé.
E a imagem que eu guardo é a de um Homem com muitas coisas dentro de si.
E um Homem -expressão tão cara a Unamuno- raras vezes, raríssimas, se encontra.
Concordo!
ResponderEliminarTambém eu vi esse rosto, não como católica...mas como observadora. Uma observadora em silêncio....
Um abraço
Blue
Mas era uma cara de gente.
ResponderEliminarE quantas dessas há hoje?
sim.
ResponderEliminaro seu rosto expressava estarmos na presença de um homem autêntico, que não queria estar acima dos outros homens.
talvez isso tenha feito toda a diferença, Manuel.
Luis,
ResponderEliminarEra um homem que se apresentava. Nem acima, nem abaixo. Não tinha o miserabilismo falso dos curas militantes da Igreja a que se agarraram. Era o que era. Mas era um Homem.
Prtesumo que o Luis seja católico. Então digo-lhe:
Cristo sabia que, por desgraça dele, estava acima de muitos outros.
E isso afligia-o.
Ia ao encontro deles, com a sua infinita bondade, ainda mais, com a vontade de que os outros não arrastassem a vida na ignorância do que vale.
A presença do absoluto em cada instante.
Se me lê, terá presente o seguinte:
Cristo mandou dizer que estava vivo, por Maria Magdalena.
Uma mulher que tinha amado muito.
Porque se ama e depois, há o mistério.
Que apaixona.