quarta-feira, 12 de maio de 2010

Um grande jogador e um grande benfiquista que ficou injustamente pelo caminho...

Mantorras, alma pura de homem generoso...


Ao que parece, a carreira de Mantorras chegou ao fim. Nada que não se esperasse. Mas fica a memória de um jogador de imenso talento, exemplar honestidade, generosidade sem limites e estupenda humanidade.

Não creio que Mantorras possa queixar-se do SLB.

Mas não tenho dúvidas que pode e deve queixar-se do canibalismo imperante no futebol (no desporto em geral, que já não é desporto há muito tempo), na deslealdade doutros jogadores, na mediocridade dos árbitros portugueses, venais e covardes, incapazes de se atreverem a contrariar tubarões ou de proteger os atletas cuja qualidade superior transforma em alvos de massacre sistemático.

E aí estão, impunes, as caneladas, as pernas partidas, os traumatismos cranianos.

Admiro e respeito Mantorras. Desejo-lhe dias melhores –muito melhores!

Deixo-lhe um abraço: um daqueles abraços apertados, sinceros, quentes, verdadeiros, que aprendi a dar na sua, dele, Mantorras, maravilhosa África, onde o coração e a amizade vibram e se reconhecem logo no olhar!

1 comentário:

  1. Não gostei do paragmatismo extremo com que trataram o Mantorras na ultima convocatória com o Rio Ave. Merecia, deveria, era um dado adquirido para mim, que o iam chamar à glória que mais do que ninguém o Mantorras representou.
    Não entendo este silêncio. Contrasta com o ruído das bancadas a tremer quando ele entrava em campo.Um Enorme bem haja para ele.
    Manuel Ayres

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